Nova reunião está agendada para discutir impactos dos cortes no abastecimento de viaturas policiais


Viaturas estariam com limitações em uso de combustível e quilometragem percorrida |Arquivo ALMG |  Foto: Guilherme Dardanhan 

Da Redação da Rede Hoje

A ausência dos três secretários do Governo de Minas Gerais na audiência pública realizada na última terça-feira (5/8/25) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) adiou o debate sobre os cortes no abastecimento de viaturas policiais. Em razão disso, uma nova audiência foi marcada para esta terça-feira (12/8/25), às 10h, para discutir o tema diretamente com os titulares das pastas envolvidas.

Foram convidados os secretários das pastas de Governo, Planejamento e Gestão, e Fazenda, responsáveis pela gestão administrativa e orçamentária do Estado. Embora tenham enviado representantes para a audiência anterior, a Comissão de Segurança Pública avaliou que a complexidade e a gravidade do assunto exigem a participação pessoal dos secretários.

Relatos recebidos indicam que as restrições de combustível têm provocado impactos operacionais em todas as forças de segurança do Estado, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Corpo de Bombeiros. Em diversas regiões, viaturas estariam limitadas a 10 a 15 litros de combustível por turno, com redução da quilometragem máxima entre 30 e 40 quilômetros, dificultando o patrulhamento e a resposta rápida a ocorrências.

A restrição também afeta o deslocamento para ações preventivas, investigações e atendimento de emergências, segundo relatos de agentes de segurança. Com a redução da frota em operação, crescem as preocupações sobre a capacidade das forças de segurança em manter a cobertura adequada à população.

O deputado Sargento Rodrigues, presidente da Comissão, enfatizou que a decisão do governo de reduzir despesas por meio do corte no combustível para viaturas policiais levanta questionamentos sobre prioridades na gestão pública. Segundo ele, existem outros gastos no Executivo que poderiam ser revistos antes de afetar diretamente a segurança pública.

“Enquanto viaturas são mantidas paradas, gastos com viagens de secretários e do próprio governador seguem sendo realizados. É importante entender por que essas medidas foram adotadas justamente em uma área essencial para a população, que necessita de atendimento e proteção 24 horas por dia”, afirmou o parlamentar.

A nova audiência desta terça-feira visa esclarecer os critérios adotados para os cortes, avaliar os impactos e buscar soluções para garantir o funcionamento das operações policiais e dos bombeiros. O encontro será acompanhado por deputados estaduais, representantes das forças de segurança e da sociedade civil.


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