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BALBÚRDIA | Deputado é retirado do plenário após ocupar cadeira da presidência; imprensa é obrigada a sair sob agressão

Foto: Reprodução / TV Câmara

Sessão é interrompida e imprensa é retirada durante ação da Polícia Legislativa

Da Redação da Rede Hoje

Imagens registradas por parlamentares mostraram agentes da Polícia Legislativa retirando o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) da cadeira da presidência da Câmara. As gravações exibiram movimentação intensa e empurrões durante a ação. A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) foi atingida ao tentar se aproximar. A imprensa foi orientada a deixar o plenário. Repórteres relataram que não acompanharam toda a ocorrência.

O episódio ocorreu no fim da tarde desta terça-feira (9), quando Glauber ocupou a cadeira como forma de protesto contra a votação de sua cassação. A análise do processo está prevista para esta quarta-feira (10). O deputado afirmou que permaneceria no local até ser removido. A retirada ocorreu poucos minutos depois. A sessão foi suspensa após a intervenção da segurança.

Sinal da TV Câmara Interrompido

Glauber concedeu entrevista no Salão Verde depois de ser retirado do plenário. Ele afirmou que o trabalho da imprensa foi interrompido e mencionou o corte do sinal da TV Câmara durante a ação. O deputado declarou que não havia registro recente de suspensão de transmissão em situações semelhantes. Parlamentares acompanharam a entrevista. A assessoria não detalhou novos encaminhamentos.

O processo de cassação envolve episódio registrado no ano passado. Glauber empurrou um militante do MBL após ser provocado nos corredores da Câmara. O Conselho de Ética recomendou a cassação do mandato. A CCJ rejeitou o recurso do parlamentar e enviou o caso ao plenário. A votação foi mantida para esta semana. O deputado declarou que continuará se defendendo.

Processos em análise

O parlamentar relacionou seu caso a outros processos que tramitam na Câmara. Ele mencionou as situações de Carla Zambelli (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ). Ambos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal em ações distintas. As decisões do STF determinam perda do mandato. As análises internas permanecem pendentes. Os processos seguem na pauta da Casa.

Zambelli foi condenada por invasão de sistema e falsidade ideológica. Ela cumpre ordem judicial fora do país. A Câmara ainda não confirmou a data de deliberação sobre o caso. Já Ramagem foi condenado por participação na trama golpista. O deputado deixou o país antes do julgamento. Ele participou de sessões por meio remoto. A decisão do STF aguarda avaliação da Mesa Diretora.

A situação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também está sob análise preliminar. O deputado ultrapassou o limite de faltas permitido. A Mesa avalia possível abertura de processo por quebra de decoro. Ele permanece fora do país desde março. O gabinete continuou em funcionamento durante o período. A decisão deve ser tomada após conclusão de estudos internos. Não há previsão para votação.

Glauber, Zambelli e Ramagem tiveram processos organizados para votação em semanas próximas. Os casos apresentam origens diferentes, mas foram distribuídos pela Mesa conforme orientação administrativa. A pauta foi confirmada nesta terça-feira. Eduardo Bolsonaro segue sem data definida para apreciação. A Câmara mantém o calendário previsto. Os procedimentos seguem em andamento.

Repercussões internas

Após o episódio, Glauber declarou que continuará denunciando questões relacionadas ao orçamento. Ele afirmou que recebeu manifestações de apoio nas redes. O deputado disse que evitará recuar até a análise final. Ele mencionou o episódio envolvendo sua mãe, que faleceu em 2024 após internação prolongada. A entrevista encerrou a movimentação no Salão Verde. A pauta de votação foi mantida.

Hugo Motta, presidente da Câmara

Em nota oficial, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o parlamentar interrompeu o funcionamento da sessão ao ocupar a cadeira da presidência. Ele disse que o caso será analisado conforme o regimento interno. Motta declarou que a medida buscou restabelecer o andamento dos trabalhos legislativos. A Mesa também informou que investigará relatos envolvendo repórteres. As apurações estão em fase inicial.

O presidente da Câmara mencionou que situações semelhantes já ocorreram em comissões. Ele lembrou que protestos anteriores foram registrados na Casa. Motta afirmou que a atuação da segurança seguiu protocolos internos. A Mesa avaliou que houve necessidade de intervenção imediata. A nota foi divulgada nas redes oficiais. A Câmara não informou prazos para conclusão das apurações.

Parlamentares aliados de Glauber se manifestaram durante a noite. Eles solicitaram acesso às gravações internas da Casa. Alguns deputados afirmaram que pedirão esclarecimentos sobre o corte da transmissão oficial. A bancada do PSOL pediu reunião com a Mesa Diretora. Outros partidos acompanharam as movimentações. As repercussões devem seguir nos próximos dias.

@redehoje
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