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Reação | Ataque dos EUA à Venezuela gera condenações e alerta global

Líderes internacionais acompanham crise após ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela — Foto: Agências internacionais


Lula, outros líderes da América Latina, Europa e organismos internacionais pedem respeito à soberania e temem escalada do conflito

Da Redação da Rede Hoje

A invasão à Venezuela, anunciada pelo governo dos Estados Unidos na madrugada de sábado (3), marcou uma escalada sem precedentes na crise entre os dois países. O presidente americano Donald Trump afirmou que forças dos EUA realizaram um ataque em larga escala, com bombardeios a alvos militares e estratégicos, e que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país por via aérea. Explosões foram registradas em Caracas e em outros estados, acompanhadas por apagões e sobrevoos de aeronaves.

O governo venezuelano classificou a ação como uma agressão militar grave e uma violação da Carta das Nações Unidas. Caracas declarou estado de emergência nacional, acusou os Estados Unidos de tentar se apropriar de recursos estratégicos, como petróleo e minerais, e afirmou que a ofensiva coloca em risco a paz e a estabilidade da América Latina e do Caribe. A vice-presidente Delcy Rodríguez confirmou a perda de contato com Maduro e exigiu prova de vida do presidente.

Na América do Sul, líderes reagiram com preocupação. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, condenou os ataques e alertou para o aumento da tensão regional, divulgando inclusive uma lista de alvos atingidos. Cuba, por meio do presidente Miguel Díaz-Canel, classificou a ação como “terrorismo de Estado” e pediu uma resposta urgente da comunidade internacional. Outros governos da região defenderam respeito à soberania venezuelana e soluções diplomáticas.

Posição do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de posicionamento do governo brasileiro, manifestou preocupação com a escalada militar e defendeu o respeito ao direito internacional. O Brasil reiterou a necessidade de preservação da soberania dos Estados, condenou o uso da força como meio de resolução de conflitos e reforçou a importância do diálogo e da atuação de organismos multilaterais para evitar um agravamento da crise regional.

Na Europa, governos como os da França, Alemanha e Espanha pediram moderação e convocação urgente do Conselho de Segurança da ONU. A União Europeia afirmou acompanhar os acontecimentos e ressaltou que qualquer mudança política deve ocorrer por meios pacíficos e legais. Rússia e China criticaram a operação americana, classificando-a como intervenção ilegítima e destabilizadora.

A posição da imprensa no mundo

A imprensa internacional destacou a gravidade do episódio e suas possíveis consequências globais. Veículos como The New York Times, The Guardian, Le Monde e El País ressaltaram o risco de um conflito prolongado, o impacto sobre o mercado internacional de petróleo e a possibilidade de isolamento diplomático dos Estados Unidos. Também foi apontada a incerteza sobre o paradeiro de Maduro e os desdobramentos internos na Venezuela.

Analistas ouvidos pela mídia global avaliam que a invasão representa uma ruptura no padrão recente de pressão política e econômica sobre o governo venezuelano, substituído agora por ação militar direta. O foco da cobertura internacional permanece nas reações diplomáticas, na situação humanitária no país e nas decisões que poderão ser tomadas nas próximas horas por organismos internacionais.

@redehoje
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