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Crise em MG | Deputada patense Lud Falcão acusa, vice governador Mateus Simões reage e crise expõe atrito entre Estado e municípios

Lud Falcão (foto: Instagram) e Mateus Simões (foto: Imprensa MG)

Polêmica envolve deputada Lud Falcão, o prefeito de Patos de Minas e presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão, e o vice-governador Mateus Simões.

Da Redação da Rede Hoje

A crise política envolvendo a deputada estadual Lud Falcão (Podemos), o prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão, e o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), ganhou um novo capítulo após a manifestação oficial do governo estadual. Depois de optar inicialmente pelo silêncio, Simões divulgou nota na qual rebate as acusações feitas contra ele e classifica as denúncias como tentativas de ganhar visibilidade política.

A polêmica teve início na quarta-feira (21), quando Lud Falcão publicou um vídeo nas redes sociais afirmando ter sido ameaçada pelo vice-governador durante uma ligação telefônica. Segundo a deputada, Simões teria condicionado o atendimento de demandas institucionais a um pedido de desculpas de seu marido, após críticas públicas feitas por ele à postura do governo estadual em relação aos custos assumidos pelos municípios.

No relato divulgado, a parlamentar afirmou que a suposta ameaça representaria um fechamento de portas para demandas dos mineiros e não apenas para questões pessoais. Ela criticou a postura do vice-governador, cobrando respeito institucional, diálogo e classificando o episódio como um exemplo de autoritarismo e desrespeito às mulheres na política.

Além disso, Lud Falcão utilizou termos como machista, agressivo e desequilibrado para definir a conduta atribuída a Mateus Simões. Em entrevista concedida posteriormente, a deputada disse ter se sentido desrespeitada enquanto mulher e representante eleita, ressaltando a dificuldade de ocupar espaços de poder em ambientes que, segundo ela, ainda reproduzem práticas hierárquicas e excludentes.

Conflito

O embate teve origem em um vídeo publicado por Luís Eduardo Falcão, no qual ele criticou uma fala de Mateus Simões em evento público. No pronunciamento, o vice-governador ironizou o apoio oferecido por um município do interior à Polícia Militar, reduzindo a contribuição a “dois estagiários”, declaração que foi interpretada como desrespeitosa às cidades fora da capital.

Como presidente da AMM, entidade que representa 837 dos 853 municípios mineiros, Luís Eduardo Falcão tem adotado postura crítica em relação à distribuição de responsabilidades e recursos entre Estado e municípios. Desde o fim de 2025, ele vem se posicionando de forma mais contundente em debates como o da privatização da Copasa e o impacto financeiro dessas decisões nas administrações locais.

Após a repercussão das declarações, o prefeito afirmou que a fala do vice-governador demonstra desconhecimento da realidade enfrentada no interior do estado. Para ele, minimizar o apoio municipal às forças de segurança ignora problemas estruturais, como falta de efetivo e de equipamentos, além de desvalorizar servidores públicos que atuam nessas regiões.

As acusações feitas pela deputada estadual repercutiram na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A líder da bancada feminina, deputada Lohanna França (PV), manifestou solidariedade a Lud Falcão e afirmou que o comportamento atribuído ao vice-governador revela práticas de patrimonialismo e hostilidade às mulheres no ambiente político.

Resposta

Mais de 24 horas após o início da polêmica, Mateus Simões decidiu se manifestar por meio de nota enviada por sua assessoria. O vice-governador afirmou que a decisão inicial foi não responder para evitar dar protagonismo e visibilidade a uma narrativa que, segundo ele, não se sustenta nos fatos.

Na manifestação, Simões afirmou que a política tem limites e criticou o que classificou como uso indevido de pautas legítimas para construção de uma narrativa de vitimização. Ele declarou que a ânsia por protagonismo não pode justificar a instrumentalização da pauta das mulheres, que, em sua avaliação, merece respeito e responsabilidade no debate público.

O vice-governador também afirmou que esse tipo de postura empobrece o debate político e rebaixa o nível da discussão institucional em Minas Gerais. Embora tenha rebatido as acusações, Simões não entrou em detalhes sobre o teor da ligação mencionada pela deputada, mantendo o posicionamento de que os fatos foram distorcidos.

Com o posicionamento oficial do governo estadual, o episódio reforça o clima de tensão entre o Executivo e lideranças municipais, especialmente em um contexto pré-eleitoral e de debates sensíveis sobre financiamento público, autonomia dos municípios e participação feminina na política. A repercussão do caso indica que o embate ainda deve gerar novos desdobramentos no cenário político mineiro.

@redehoje
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