
Evento no Jardim do Museu busca registrar o ofício para reconhecimento da atividade como patrimônio cultural do Brasil
Da Redação da Rede Hoje
O Encontro de Quitandeiras acontece no dia 5 de fevereiro, às 9h, no Jardim do Museu para celebrar a memória local. A Fundação Casa da Cultura Dr. Odair de Oliveira promove a reunião voltada aos saberes tradicionais e à identidade da cidade. O convite é aberto para todas as mulheres que produzem quitandas de forma comercial ou para o consumo familiar. A iniciativa pretende reunir histórias e experiências sobre as receitas herdadas de gerações passadas por mães e avós.
O objetivo principal do evento é realizar o registro formal do ofício dessas mulheres para a preservação histórica do município. Este processo é um passo para o reconhecimento do saber das quitandeiras como Patrimônio Cultural do Brasil em âmbito nacional. Através das mãos e das vivências das participantes, a tradição das receitas artesanais se mantém viva na comunidade. A organização ressalta que o encontro reforça os laços culturais e a valorização do trabalho manual feminino.
Registro coletivo

(Foto: Divulgação/Fundação Casa da Cultura)
A participação das produtoras é considerada essencial para a construção de um registro coletivo sobre a produção de quitandas locais. O encontro busca documentar as técnicas e os ingredientes que compõem o legado gastronômico da região do Alto Paranaíba. Durante a reunião no Jardim do Museu, serão discutidas formas de preservar esse saber popular para as futuras gerações. O registro histórico contribui para a proteção da identidade cultural de Patrocínio e seus costumes.
As interessadas em participar devem comparecer ao local no horário marcado para contribuir com o levantamento dos dados sobre o setor. Não há necessidade de inscrição prévia para as mulheres que desejam compartilhar seus conhecimentos sobre a produção das quitandas. O evento foca na importância social e econômica dessa atividade para diversas famílias que vivem dessa tradição milenar. A documentação das receitas e modos de fazer é parte integrante das políticas de salvaguarda do patrimônio.

A Fundação Casa da Cultura destaca que o ofício das quitandeiras representa uma resistência cultural através da culinária típica mineira. O encontro pretende transformar os relatos individuais em um acervo comum que fundamente o pedido de registro de patrimônio imaterial. O Jardim do Museu servirá como cenário para a troca de conhecimentos técnicos entre as diversas gerações de produtoras. A atividade se encerra após a coleta dos depoimentos e informações necessárias para o dossiê.





