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Incógnita no Módulo II | Desistência do grupo gestor de 2025 coloca o futuro do Patrocinense em xeque para 2026

Presidente de 2025 se emociona ao falar do ex-dirigente Maurício Cunha Fotos: Rede Hoje

Encontro reuniu dirigentes, ex-dirigentes, representantes do Governo Municipal e torcedores para discutir a situação financeira e administrativa do clube.

Luiz Antônio Costa | Rede Hoje

O Clube Atlético Patrocinense pode não disputar o Campeonato Mineiro do Módulo II, com início previsto para 30 de maio. A definição ocorreu após reunião realizada na noite desta quarta-feira na sede do clube. O encontro foi convocado diante da indefinição sobre a formação de nova diretoria. A situação financeira foi apontada como principal entrave para a participação na competição. A necessidade de recursos imediatos foi destacada pelos participantes.

Durante a reunião, o ex-presidente Fulvio Barbosa explicou que o grupo que poderia assumir a gestão decidiu não seguir adiante. Segundo ele, a decisão ocorreu após conversas com o prefeito Gustavo Brasileiro. Ele afirmou que houve tentativa de viabilizar repasse ao clube por meio da prefeitura. “No entanto, a possibilidade foi considerada inviável diante de impedimentos jurídicos. Com isso, o grupo optou por não assumir a administração”, disse.

Fulvio Barbosa declarou que o grupo conversou diversas vezes com o prefeito municipal em busca de alternativas legais. Ele informou que foi analisada a possibilidade de repasse por meio de consultoria externa. Segundo ele, estudos jurídicos foram realizados em conjunto com a assessoria do município. Após avaliação de decisões judiciais em outras cidades, a prefeitura considerou prudente não efetuar o repasse. O ex-presidente afirmou que o clube respeita essa decisão.

Reunião na sede do clube definiu convocação de eleições após grupo desistir de assumir a gestão; Fúlvio espera que “apareça alguém” para assumir; estreia está prevista para 30 de maio. Foto: Rede Hoje

Ele afirmou que o clube é uma instituição apolítica e que não pretende tornar ninguém inelegível. “O grupo entende a prerrogativa do poder público. Mas, sem o repasse o grupo concluiu que não teria condições de continuar”. A dívida trabalhista foi apontada como um dos principais obstáculos. Fulvio declarou que o passivo total gira em torno de R$ 2,4 milhões

Situação financeira

De acordo com o ex-presidente, para iniciar a disputa do Módulo II seriam necessários cerca de R$ 700 mil. Ele afirmou que a dívida trabalhista remanescente compromete a gestão financeira. Informou que, na última administração do grupo, foram pagos aproximadamente R$ 500 mil. Disse que o grupo esteve à frente do clube entre maio e setembro, totalizando 4 meses. Segundo o presidente de 2025, a dívida não foi contraída nessa gestão.

Fulvio Barbosa declarou que o clube não pode entrar na competição apenas para evitar rebaixamento. “É preciso responsabilidade com a cidade e com a torcida”. Segundo ele, o grupo entende que chegou o momento de dar espaço para outras pessoas. “Patrocínio possui quase 100.000 habitantes e há pessoas capacitadas para assumir. Eu continuarei como conselheiro e apoiarei iniciativas viáveis, e o grupo também”, garantiu.

Durante a reunião, o ex-presidente se emocionou ao pedir que a torcida não faça críticas a Maurício Cunha. Ele declarou que a defesa do ex-presidente será permanente. Disse que, se o clube retornou em 2015, isso se deve a um grupo liderado por Maurício Cunha, hoje vice prefeito com mais de 70 anos de idade. Segundo ele, “Maurício não quer misturar política com futebol”. Afirmou que o ex-dirigente está abalado com a possibilidade de o clube não disputar o campeonato.

Fulvio afirmou que Maurício Cunha sofre com a situação e que a dor é intensa. “Estive com ele nos últimos dias e ele está abalado”. Reforçou que o pedido para evitar críticas e que a torcida conhece sua trajetória na história do clube. “O grupo não abandonará. Quanto ao clube, espero o surgimento de nova diretoria”.

Eleições

Presidente do conselho deliberativo, Nivaldo Leal: pego de surpresa com a decisão do grupo. Foto: Rede Hoje

O presidente do conselho deliberativo, Nivaldo Leal – que preferiu não gravar entrevista -, informou que foi pego de surpresa com a decisão do grupo. Ele declarou em off que acreditava na possibilidade de uma solução. Diante do cenário, ficou definida a convocação de eleições caso surja chapa interessada. Segundo ele, a publicação do edital ocorreria nesta quinta-feira. A eleição foi marcada para 2 de março.

Nivaldo declarou: “Vamos ver se aparece alguém”. Ele informou que o prazo estimado é de 15 a 20 dias para definição de uma diretoria. Disse que o conselho aprovou o lançamento do edital de convocação. A expectativa é que uma chapa seja formada até a data marcada. Caso isso ocorra, a nova gestão poderá assumir o clube.

Marco Antônio da Silva, o Marcão: “Se houver união, pode surgir uma solução”. Foto: Rede Hoje

O empresário Marco Antônio da Silva, o Marcão, afirmou que o time não pode desistir. Ele declarou que a situação é difícil, mas que é preciso manter o otimismo. “Ainda há tempo até o início da competição. Se houver união, pode surgir uma solução”. Marcão afirmou que não pretende integrar diretoria.

O ex-dirigente afirmou que como empresário e torcedor, pode contribuir na busca por investidores. Citou a possibilidade de estruturação de uma Sociedade Anônima do Futebol. “É necessário pensamento positivo. A dívida precisa ser equalizada. O clube ainda tem chance de participar”, aposta.

Grupo enfraquecido

Geraldo Naves, conhecido como Kitut, declarou: “é triste ver o clube nessa situação. O time levou o nome de Patrocínio pelo Brasil e até no exterior. A saída de integrantes da diretoria enfraquece o grupo”. Segundo ele, havia tentativa de formar parceria com empresários. A iniciativa dependia de apoio conjunto.

Kitute ainda acredita em uma alternativa.Foto: Rede Hoje

Kitute afirmou que o apoio esperado não se concretizou. “A situação é difícil, mas que ainda haverá tentativa de viabilizar a participação. O grupo buscava entendimento com empresários e prefeitura. Mas, o cenário esfriou nos últimos dias. Mesmo assim, ainda acredito em uma alternativa”, torce.

Adélio Furtado, Delinho, ex-goleiro, ex-diretor do CAP, que participou representando o Governo Municipal, declarou que a situação do clube é semelhante à de outras equipes do interior. “Ele afirmou que “o futebol depende de credibilidade. O clube sobreviveu graças ao trabalho das diretorias anteriores. O governo municipal apoia dentro da legalidade”.

Delinho: “qualquer apoio será concedido dentro das possibilidades legais”. Foto: Rede Hoje

Segundo Delinho, o prefeito Gustavo Brasileiro não fará repasse que possa gerar questionamentos jurídicos. Ele declarou que “qualquer apoio será concedido dentro das possibilidades legais”. Disse que a prefeitura manterá suporte estrutural e institucional. Afirmou que espera que o clube encontre solução. Destacou que “a estreia está prevista para 30 de maio, às 16h, no Estádio Pedro Alves do Nascimento, contra o Mamoré. Ate lá espero que tudo seja resolvido e o CAP esteja em campo”.

Torcida

Higão, representante da torcida Mancha Grená. Foto: Rede Hoje

Higão, representante da torcida Mancha Grená, afirmou que o grupo chegou à reunião com expectativa positiva. Ele declarou que recebeu a notícia com frustração. Disse que a dívida de cerca de R$ 700 mil inviabiliza a participação no momento. Segundo ele, receitas e registros estão bloqueados. Afirmou que a torcida pede diálogo com o prefeito.

Higor declarou que a “torcida pretende buscar reunião para discutir alternativas”. Ele afirmou que a gestão anterior trabalhou para organizar o clube em 2025. Disse que havia expectativa de continuidade do grupo. Segundo ele, o torcedor não abandonará o clube. Reforçou que é necessário apoio para colocar o time em campo.

A torcedora Elenizia Delfino, a Denga, afirmou que recebeu a notícia com tristeza. Ela declarou que acredita em solução até o início do campeonato. Disse que o clube faz parte da rotina da cidade. Segundo ela, quando há jogos, parte da torcida não comparece. Afirmou que mantém esperança de que surja alternativa.

Denga, afirmou que recebeu a notícia com tristeza. Foto: Rede Hoje

Denga disse que acredita que uma solução pode aparecer nos próximos dias. Ela afirmou que o clube não pode encerrar as atividades. Disse que confia no apoio da comunidade. Segundo ela, a cidade está acostumada com a participação do time. Reforçou que espera definição antes da estreia marcada na tabela oficial.

@redehoje
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