
Médica alerta para riscos à saúde ocular durante lazer em praias e piscinas. Foto: Freepik
Oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco explica medidas para evitar irritações e danos causados por agentes como radiação ultravioleta, sal e micro-organismos.
Da Redação da Rede Hoje
A exposição dos olhos ao sol, ao sal do mar, ao cloro da piscina e à areia pode provocar irritações e outros danos à saúde ocular durante momentos de lazer. Em dias ensolarados, além da proteção da pele, é necessário adotar cuidados específicos com a visão. A radiação ultravioleta, os micro-organismos presentes na água e o reflexo da areia estão entre os fatores que oferecem risco. A proteção adequada ajuda a prevenir problemas que podem surgir de forma imediata ou cumulativa. A orientação é reforçada por especialista da área.
A oftalmologista Carolina Guimarães, do Hospital de Olhos de Pernambuco, explica que a água do mar contém sal, areia e micro-organismos que podem causar ardência, vermelhidão e sensação de ressecamento. Segundo a médica, na piscina, caso o tratamento químico não esteja adequado, podem ocorrer irritações na superfície ocular. Ela afirma que o risco aumenta quando os olhos permanecem expostos por longos períodos. A recomendação é evitar abrir os olhos debaixo d’água, especialmente em piscinas. O uso de óculos de natação é indicado como forma de proteção contra agentes irritantes.
A médica também orienta que pessoas que utilizam lentes de contato devem retirá-las antes de entrar no mar ou na piscina. De acordo com a especialista, há risco elevado de infecção por bactérias ou fungos presentes na água. Esses micro-organismos podem aderir às lentes e causar infecções oculares ao entrarem em contato com os olhos. A exposição prolongada pode agravar o quadro e exigir atendimento especializado. A medida é considerada necessária para reduzir o risco de complicações.
Outro ponto destacado é a proteção contra a radiação ultravioleta, que também atinge os olhos. A exposição solar pode causar danos na pele ao redor dos olhos e no globo ocular. Entre os riscos citados estão queimaduras na córnea e na retina, além do desenvolvimento de pterígio, conhecido como carne no olho. A médica ainda menciona a possibilidade de evolução acelerada de doenças como catarata e degeneração macular. A orientação é adotar medidas preventivas durante a exposição ao sol.
Orientações
1 . Não compartilhar óculos de natação ou objetos de uso pessoal e reduzir a exposição solar no período entre 10 e 16, além de procurar atendimento oftalmológico em caso de dor, vermelhidão, inchaço ou irritação ocular.
2 Usar óculos escuros com 100% de proteção UV para bloquear a radiação ultravioleta e reduzir o risco de danos oculares causados pela exposição solar direta e indireta.
3 . Permanecer na sombra sempre que possível, considerando que a areia e a água refletem os raios solares e ampliam a incidência da radiação nos olhos.
4 . Utilizar chapéu ou boné para diminuir a exposição aos raios solares que incidem de cima e atingem a região dos olhos e o rosto.
5 . Não abrir os olhos debaixo d’água e utilizar óculos de natação ao mergulhar, como forma de evitar contato direto com agentes irritantes presentes no mar e na piscina.
6 . Retirar as lentes de contato antes de entrar na água, reduzindo o risco de infecção por bactérias ou fungos que podem aderir ao dispositivo.
7. Após o banho de mar ou piscina, lavar o rosto com água corrente e evitar esfregar os olhos, a fim de minimizar irritações.





