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Tragédia | Minas tem maior número de mortes por chuvas nos últimos 6 anos

Buscas por desaparecidos continuam em Juiz de Fora. (Tânia Rego/ Agência Brasil)

Estado registra 50 óbitos na atual temporada após temporais atingirem a Zona da Mata.

Da Redação da Rede Hoje

O número de mortes no período chuvoso 2025/2026 supera a quantidade registrada nos últimos 6 anos em Minas Gerais. Com os óbitos decorrentes do temporal que atingiu cidades da Zona da Mata, o estado chega a 50 casos na atual temporada de chuvas. Este é o maior número desde o período 2019-2020, quando houve 74 mortes até 25 de fevereiro de 2020. Os dados foram confirmados nesta quarta-feira, 25, pela Defesa Civil Estadual. O balanço oficial aponta para um cenário crítico em diversas regiões mineiras. A Cia do Corpo de Bombeiros de Patrocínio enviou militares para ajudar nas buscas na Zona da Mata.

O cenário mais grave concentra-se em Juiz de Fora, onde 32 pessoas perderam a vida devido às fortes precipitações recentes. Desse total, 7 mortes ocorreram em um deslizamento de terra no bairro JK, enquanto 33 pessoas seguem desaparecidas na região. Em Ubá, foram registradas 6 mortes e 2 desaparecidos até o momento. Há ainda o caso de um homem que morreu após receber uma descarga elétrica na cidade. O Corpo de Bombeiros não contabiliza este óbito específico nas estatísticas de desastres naturais.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, outras 12 mortes foram registradas em diferentes municípios desde outubro de 2025. As cidades com óbitos confirmados são Sabará, São Thomé das Letras, Pouso Alegre, Santa Rita de Caldas e João Pinheiro. Também houve registros em Eugenópolis, Porteirinha e Muriaé durante o monitoramento da temporada. O governo de Minas decretou luto oficial de 3 dias em razão da dimensão do desastre observado no estado. O volume de chuva causou danos estruturais em diversas localidades mineiras.

O Corpo de Bombeiros utiliza cães farejadores e equipamentos de detecção de calor nos trabalhos de resgate às vítimas. As ações de busca são dificultadas pelo solo encharcado e pelo risco iminente de novos deslizamentos em encostas. Em Juiz de Fora, o impacto social é considerado severo pelas autoridades que coordenam os abrigos. Ao menos 3000 pessoas estão desabrigadas e fora de suas casas no município. Escolas públicas da rede municipal foram adaptadas para servir como centros de acolhimento temporário.

Dados históricos

A série histórica mostra que entre outubro de 2020 e março de 2021 foram registrados 22 óbitos no território mineiro. No período seguinte, de outubro de 2021 a março de 2022, o número de vítimas fatais subiu para 30 casos. Entre outubro de 2022 e março de 2023, o índice retornou ao patamar de 22 mortes confirmadas. Já o período de outubro de 2023 a março de 2024 apresentou a menor letalidade, com 6 óbitos. A temporada de outubro de 2024 a março de 2025 registrou 26 mortes.

O atual período, iniciado em outubro de 2025, já acumula 50 óbitos até este dia 25 de fevereiro de 2026. Cerca de 600 moradores de áreas de risco em Juiz de Fora receberam orientação para deixar imóveis. A evacuação preventiva visa reduzir a possibilidade de novas tragédias em locais mapeados pela prefeitura local. Agentes da Defesa Civil permanecem em alerta máximo devido à previsão de continuidade das chuvas na região. O suporte às famílias atingidas é realizado por equipes multidisciplinares do serviço social.

A logística de distribuição de donativos foi organizada para atender os desabrigados nas cidades mais afetadas pela chuva. Itens de primeira necessidade, como água potável e alimentos, são enviados para os pontos de apoio em Juiz de Fora. A Polícia Federal e outras instituições estaduais auxiliam na organização da segurança em áreas isoladas. O governador acompanha o monitoramento das barragens e dos níveis dos rios que cortam a Zona da Mata. Estradas estaduais apresentam pontos de interdição parcial por causa de quedas de barreiras.

As equipes de resgate mantêm o cronograma de buscas mesmo com as condições meteorológicas adversas registradas nesta quarta-feira. O uso de tecnologia de detecção térmica busca localizar sobreviventes sob os escombros em áreas de deslizamento. O estado técnico das encostas é avaliado constantemente por geólogos para garantir a segurança dos socorristas em campo. A prioridade das operações é a localização das 33 pessoas que permanecem desaparecidas em Juiz de Fora. O suporte aéreo é utilizado para o transporte de suprimentos urgentes.

Monitoramento estadual

O monitoramento da Defesa Civil Estadual indica que o acumulado de chuvas em 2026 superou as médias históricas. Diversas prefeituras decretaram situação de emergência para facilitar o acesso a recursos extraordinários de reconstrução de infraestrutura. Pontes e vias urbanas foram destruídas pela força das águas em cidades como Ubá e Eugenópolis. O plano de contingência estadual foi acionado para integrar as forças de segurança e saúde no atendimento. Unidades básicas de saúde funcionam em regime de plantão para atender feridos.

A assistência religiosa e psicológica também é oferecida nos abrigos para as famílias que perderam parentes e bens. O prefeito de cada cidade atingida coordena o levantamento de danos materiais para futuros projetos de engenharia. A integração entre órgãos municipais e estaduais busca agilizar a limpeza de vias públicas obstruídas por lama. O balanço de 50 mortes reflete a gravidade climática enfrentada por Minas Gerais no presente ano. Novas atualizações sobre o número de desaparecidos serão divulgadas conforme o avanço das buscas.

@redehoje
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