
Fraudes investigadas no Banco Master podem chegar a R$ 12,2 bilhões. Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil
Investigação aponta suspeitas de fraude financeira, acesso a sistemas sigilosos e uso de grupo para monitoramento e intimidação
Da Redação da Rede Hoje
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso na quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo (SP). A detenção ocorre no âmbito de uma investigação que apura um esquema de fraudes no sistema financeiro. De acordo com informações da apuração, os prejuízos investigados podem chegar a R$ 12,2 bilhões. A operação é conduzida pela Polícia Federal e integra um conjunto de medidas autorizadas pela Justiça. O caso envolve suspeitas de irregularidades financeiras e atuação de pessoas ligadas ao banco.
Segundo a decisão do ministro André Mendonça, as investigações identificaram a existência de um grupo chamado “A Turma”. De acordo com o material da investigação, o grupo teria sido utilizado para monitorar pessoas consideradas adversárias do banqueiro. Entre os alvos estariam autoridades e jornalistas. Os investigadores também relataram acesso a mensagens atribuídas a Vorcaro. O conteúdo indicaria ordens para intimidar pessoas após publicações consideradas contrárias aos interesses do banco.
Ainda segundo a decisão judicial, o grupo também é acusado de realizar acessos a sistemas sigilosos. Entre eles estariam sistemas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. As investigações também citam sistemas internacionais utilizados por órgãos de segurança, como FBI e Interpol. De acordo com os investigadores, o nível de acesso descrito nas apurações indica um esquema considerado complexo. O caso segue sob investigação das autoridades responsáveis.
Investigação
O cientista político Paulo Roberto de Souza afirmou que a investigação deve ser ampliada para apurar possíveis participações de outras pessoas no esquema. Em entrevista ao programa Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, ele afirmou que o banqueiro não teria atuado sozinho. Segundo o analista, o caso envolve possíveis conexões com integrantes do sistema financeiro e com agentes que possuíam acesso a informações internas. Ele mencionou que dados restritos de reuniões e decisões institucionais poderiam ter sido utilizados.
Durante a operação desta quarta-feira (4), o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, também foi preso novamente. A medida amplia o alcance da investigação conduzida pela Polícia Federal. De acordo com Souza, a apuração deve incluir pessoas que possam ter facilitado o funcionamento do esquema investigado. O analista afirmou que casos de corrupção frequentemente envolvem mais de um participante. As investigações continuam em andamento e novas medidas não estão descartadas.
Com informações do portal Poder 360





