
Jurista Pedro Serrano se manifesta nas redes sociais e afirma que circunstâncias do caso devem ser apuradas por estruturas independentes dentro da Polícia Federal. Crédito: Paulo Pinto/Agência PT
Manifestação ocorre após divulgação das informações sobre a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, preso na terceira fase da operação Compliance Zero
Da Redação da Rede Hoje
O jurista Pedro Serrano afirmou que as circunstâncias envolvendo a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, devem ser investigadas por estruturas independentes dentro da Polícia Federal. A manifestação foi publicada nas redes sociais na quarta-feira (4), após a divulgação das informações relacionadas ao caso envolvendo o preso da operação Compliance Zero. Na publicação, Serrano defendeu a necessidade de apuração por equipes distintas das responsáveis pela custódia do detento. Ele também citou a importância de acompanhamento por parte do Ministério Público Federal.
Na mensagem publicada, Serrano escreveu que “o suicídio de Sicário carece ser investigado por estruturas diferenciadas no interior do PF, com peritos de reconhecida independência e agentes distintos do sistema que o guardava”. O jurista acrescentou que o processo deve ocorrer com acompanhamento intenso do Ministério Público Federal. A publicação foi divulgada na noite do mesmo dia em que vieram a público informações sobre o caso. A declaração repercutiu após a prisão de Mourão na nova fase da investigação conduzida pela Polícia Federal.
No mesmo texto divulgado nas redes sociais, Serrano afirmou considerar incomum a situação relatada. Na publicação, ele declarou que o episódio é “muito inusual e estranho”, referindo-se às circunstâncias informadas após a prisão do investigado. A manifestação ocorreu poucas horas depois da divulgação das informações sobre o estado de saúde do detento. O jurista não apresentou novas informações sobre o caso além das declarações publicadas em sua conta.
Operação
Luiz Phillipi Mourão foi preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação tem como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que também foi alvo da operação. Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”, foi levado para a carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais após a prisão. Segundo informações divulgadas pela corporação, ele teria tentado tirar a própria vida dentro da cela.
De acordo com a Polícia Federal, policiais que estavam no local prestaram os primeiros atendimentos ao detento. Em seguida, foi acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para atendimento médico. Mourão foi encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. As circunstâncias do caso seguem sob apuração.





