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Aventura | Aos 70 anos um patrocinense viaja sozinho de moto e escreveu livro sobre os Landa; neste fim de semana no canal Rede Hoje

Em uma jornada marcada por coragem, simplicidade e espírito aventureiro, ele cruzou fronteiras e viveu histórias surpreendentes em viagens solitárias sobre duas rodas. Foto: reprodução Rede Hoje


Morador de Patrocínio, Davi Bernardes Dias, de 70 anos, eletricista aposentado, compartilha aventuras, desafios e encontros inesquecíveis vividos em suas viagens solo pelo mundo em uma moto de 150 cilindradas.

Da Redação da Rede Hoje

O canal da Rede Hoje conta esta semana a história do eletricista aposentado Davi Bernardes Dias, morador de Patrocínio, que percorre o Brasil e países da América do Sul em uma motocicleta de 150 cilindradas. Aos 70 anos, o motociclista já visitou quase todos os estados brasileiros, restando apenas 3 capitais para completar o mapa nacional. Além do território brasileiro, o viajante atravessou as fronteiras de Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. As experiências são registradas no canal Davi pelo Mundo, plataforma no YouTube onde compartilha roteiros com orçamento reduzido.

A motivação para as longas jornadas surgiu na infância, mas a consolidação dos trajetos ocorreu após a aposentadoria do profissional, que atuou como eletricista. Antes de iniciar as expedições internacionais, Dias estabeleceu a meta de conhecer as 27 unidades federativas do país. Entre os percursos realizados, destaca-se a travessia entre Manaus e Macapá, feita com auxílio de navio. O viajante utiliza o passaporte para documentar a passagem pelas fronteiras, embora a identidade brasileira seja aceita no continente.

O estilo de viagem adotado prioriza a economia, com o uso de barraca para pernoite e fogareiro para o preparo de refeições. A escolha da motocicleta de baixa cilindrada permite uma autonomia de 45 quilômetros por litro de combustível, fator que viabiliza o deslocamento por longas distâncias. Dias afirma que a manutenção preventiva constante evita falhas mecânicas em áreas isoladas. Segundo o motociclista, o desempenho do veículo é secundário ao espírito de viagem e ao planejamento do condutor.

Durante os trajetos, o aposentado afirma não ter enfrentado situações de perigo ou problemas com autoridades policiais nas rodovias sul-americanas. Ele relata que a idade avançada contribui para uma recepção respeitosa por parte das pessoas e órgãos de fiscalização. Na Argentina, o viajante ressalta o carisma da população local como um ponto positivo da hospitalidade estrangeira. O idioma é apontado como o principal obstáculo, superado pela combinação básica de termos em espanhol e a língua portuguesa.

Recepção e desafios

Além da dedicação ao motociclismo, Dias realizou uma pesquisa genealógica que resultou na publicação de um livro sobre a família conhecida por “Landas” e que, ainda hoje,
alguns levam este apelido. A investigação durou 12 anos e incluiu buscas em arquivos de igrejas e cartórios em cidades como Formiga, Ouro Preto e Mariana. O estudo rastreou a origem dos antepassados na ilha dos Açores, em Portugal, e a chegada ao Brasil no século 18. O interesse pelo tema surgiu ainda na infância ao ouvir questionamentos sobre as raízes de seus familiares.

O próximo projeto do viajante envolve uma expedição para a região de Coipasa, na Bolívia, com o objetivo de estudar a cultura local. Pai de 4 filhos, o patrocinense mantém a rotina de viagens e considera a possibilidade de transformar as memórias da estrada em uma nova obra literária. O planejamento das rotas é feito de forma pré-definida para garantir a visita aos pontos geográficos mais importantes. Para o motociclista, o sentido da jornada reside na experiência de ida e no retorno ao destino.

@redehoje
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