
Rogério Botelho era reconhecido por obras em ferro reciclado. Foto: arquivo pessoal
Escultor com carreira internacional faleceu nesta segunda-feira vítima de diverticulite e teve corpo cremado na capital fluminense.
Da Redação da Rede Hoje
O artista plástico Rogério Alves Botelho morreu nesta segunda-feira no Rio de Janeiro aos 59 anos de idade por complicações de saúde. Nascido em Patrocínio em 30 de setembro de 1966 o escultor era amplamente reconhecido por suas obras feitas em ferro reciclado. A informação do falecimento foi confirmada pela ex-secretária de Cultura Eliane Nunes que citou uma diverticulite como a causa da morte. O artista residia atualmente no Rio de Janeiro após viver muitos anos na cidade mineira de Uberlândia e em Fortaleza durante sua fase profissional. O corpo do patrocinense foi cremado às 13h no Memorial do Carmo.
Rogério Botelho construiu uma trajetória artística sólida com destaque para produções sustentáveis inspiradas em formas geométricas como círculos e triângulos diversos. Sua arte ganhou projeção fora do Brasil com a realização de exposições importantes em países como Itália, Portugal e Estados Unidos. O escultor levou o nome de sua terra natal para centros culturais em Firenze, Lisboa e também na cidade de Houston. Ele deixou Patrocínio ainda na adolescência para seguir carreira mas manteve vínculos com a comunidade local ao longo dos anos. Suas peças decorativas eram admiradas pela técnica e pelo uso de materiais reaproveitados.
Trajetória e legado
Em 2018 o artista plástico retornou para Patrocínio onde realizou uma exposição com duração de 12 dias para o público local. Durante sua passagem pela cidade ele demonstrou o perfil solidário ao participar de ações para ajudar instituições de saúde da região. Uma de suas esculturas foi destinada para uma rifa cuja renda total acabou revertida para o Hospital do Câncer de Patrocínio. Rogério tinha o desejo de implantar um painel artístico na Praça da Matriz, mas o projeto não obteve a permissão necessária na época. Apesar disso sua contribuição para a cultura e artes plásticas permanece como um legado relevante.
O reconhecimento internacional consolidou Rogério como um dos nomes mais expressivos das artes visuais originários do município mineiro de Patrocínio nas décadas recentes. Seus trabalhos em ferro reciclado uniam a preocupação ambiental com uma estética moderna que atraía colecionadores e galeristas de diversos países. A morte do escultor repercutiu entre amigos e admiradores de sua obra que destacam a criatividade e a humildade do profissional. O setor cultural local lamenta a perda de um talento que conseguiu projetar a identidade mineira no exterior.





