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A pressa das pessoas | Com a Palavra, Elza Lima

A pressa parece ter virado parte da rotina das pessoas. Basta olhar ao redor na rua, no transporte público ou até nas filas de mercado: quase todo mundo anda rápido, olhando para o relógio ou para o celular, como se cada segundo fosse precioso demais para ser perdido. É como se o tempo estivesse sempre faltando.

Muitas vezes, essa pressa vem das obrigações do dia a dia. Trabalho, estudos, compromissos e responsabilidades fazem com que as pessoas sintam que precisam correr para dar conta de tudo. Assim, a rotina acaba virando uma corrida constante, em que o objetivo é sempre chegar logo ao próximo compromisso.

O problema é que, no meio de tanta correria, muita coisa importante passa despercebida. Pequenos momentos simples, como uma conversa tranquila, uma paisagem bonita ou até um instante de descanso, acabam sendo ignorados. A pressa faz com que as pessoas vivam pensando no que vem depois, em vez de prestar atenção no que está acontecendo agora.

Talvez, se as pessoas diminuíssem um pouco o ritmo, perceberiam que nem tudo precisa acontecer tão rápido. Às vezes, parar por alguns minutos, respirar e observar o mundo ao redor pode ser mais valioso do que continuar correndo sem perceber o caminho. Afinal, a vida não acontece apenas no destino, mas também nos momentos que existem no meio da jornada.

A pressa parece ter se tornado uma das marcas do nosso tempo. Basta observar as pessoas nas ruas: passos rápidos, olhos fixos no celular, olhares ansiosos para o relógio. Todos parecem estar sempre correndo para algum lugar, como se houvesse uma urgência invisível guiando cada movimento. Ninguém quer perder tempo, embora muitas vezes ninguém saiba exatamente para onde tanta pressa está levando.

No transporte público, a cena se repete todos os dias. Pessoas entram e saem rapidamente, desviam umas das outras, suspiram impacientes quando algo atrasa alguns minutos. Um simples sinal fechado já parece motivo suficiente para inquietação. A sensação é de que parar, mesmo que por um instante, é quase proibido.

Grande parte dessa correria vem das exigências da vida moderna. Trabalho, estudos, responsabilidades e compromissos ocupam cada espaço do dia. Com tantas tarefas acumuladas, as pessoas sentem que precisam correr para conseguir dar conta de tudo. O problema é que, nessa corrida constante, quase não sobra tempo para simplesmente viver.

Enquanto todos estão apressados demais pensando no que ainda precisam fazer, pequenas coisas acabam passando despercebidas. Um pôr do sol bonito, uma conversa simples, o riso de alguém próximo ou até alguns minutos de silêncio. São momentos pequenos, mas que muitas vezes são os que realmente dão sentido à vida.

Talvez o mais curioso seja perceber que, no fim das contas, toda essa pressa raramente faz o tempo render mais. Pelo contrário: os dias parecem passar ainda mais rápido quando não paramos para senti-los. A vida vira apenas uma sequência de tarefas cumpridas e compromissos marcados.

Por isso, talvez seja importante aprender a diminuir o ritmo de vez em quando. Nem tudo precisa acontecer tão rápido. Às vezes, desacelerar um pouco, respirar fundo e olhar ao redor pode nos lembrar que viver não é apenas chegar ao destino, mas também prestar atenção no caminho. Afinal, de que adianta correr tanto, se acabamos passando pela vida sem realmente percebê-la.

Elza Lima é escritora, sócia de escola de idiomas em São Matheus, ES, e colaboradora da Rede Hoje

@redehoje
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