
Cafeicultores celebram nova estratégia de marca territorial (Foto: Divulgação/Federação)
Território mineiro transcende a produção de excelência e assume identidade de movimento regenerativo global com foco em inovação
Da Redação da Rede Hoje
A Região do Cerrado Mineiro (RCM) oficializou o seu reposicionamento histórico de marca territorial em parceria estratégica desenvolvida com o Sebrae. A primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil agora transcende a condição de origem produtora para se tornar um ecossistema vivo de inovação. O novo conceito busca o reconhecimento global através de um movimento que conecta gerações e redefine o papel das grandes origens cafeeiras. O objetivo central foca na liderança de um futuro regenerativo integrado com cultura e autenticidade.
A trajetória do território iniciou na década de 1960 com produtores que apostaram na correção de solos e sistemas de irrigação no cerrado. Em 1995 a região criou a identidade coletiva Café do Cerrado e obteve o reconhecimento de indicação geográfica pelo INPI. Conquistas posteriores incluem a Indicação de Procedência em 2005 e a Denominação de Origem em 2013 de forma pioneira no país. Atualmente a região detém a maior área certificada em agricultura regenerativa do Brasil com quase 30000 hectares mapeados.
O propósito que orienta a nova estratégia da marca territorial consiste em ressignificar o produzir, o inovar e o viver das comunidades. A ruptura consciente move a identidade centrada apenas em produto e premiações para uma visão de mundo baseada em sustentabilidade. O ecossistema integra produção regenerativa, comercialização com rastreabilidade total, pesquisa aplicada e empreendedorismo cooperativo de alta performance tecnológica. Essa transição posiciona a RCM como referência em Soft Power e governança de território no cenário internacional.

De acordo com o Sebrae, a nova marca – aqui aplicada no copo de café – aprofunda o senso de pertencimento e fortalece as cooperativas locais
Os princípios do movimento fundamentam-se na capacidade de transcender fronteiras por meio da exportação de um modelo de gestão estratégica. Com 4500 produtores distribuídos em 55 municípios mineiros, a nova marca aprofunda o senso de pertencimento e fortalece as cooperativas locais. A visão regenerativa é institucionalizada como pilar diferenciador, tornando a região a primeira origem mundial a adotar essa prática como estratégia de desenvolvimento. A iniciativa visa gerar prosperidade compartilhada em toda a cadeia produtiva do grão.
Os indicadores da RCM sustentam a robustez da nova estratégia com 255000 hectares de lavouras que respondem por 12,7% da safra nacional. A produção anual atinge 6000000 de sacas de café com exportações regulares para mais de 30 países em diversos continentes. Em 2024 o território registrou um crescimento de 160% na certificação de origem, consolidando parcerias globais relevantes como a realizada com a illycaffè. O avanço técnico inclui a primeira certificação ISO 9001 do mundo concedida para uma região cafeeira.
O lançamento da marca funciona como um convite para a colaboração entre cooperativas, produtores e investidores do mercado financeiro tecnológico. Segundo o Sebrae Minas, o território impulsiona o fortalecimento de diversos setores econômicos e amplia as oportunidades para as comunidades locais. A Região do Cerrado Mineiro reafirma seu posicionamento de vanguarda ao combinar competitividade com identidade territorial e preservação ambiental. O movimento consolida um modelo de desenvolvimento que antecipa tendências globais do agronegócio para as futuras gerações.





