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Tempo do Tabajara, dentistas “práticos” e do primeiro automóvel | Primeira Coluna

Montagem feita por IA a partir de fotos originais. Rede Hoje

Eustáquio Amaral

História. Ela também tem o seu lado voltado para a curiosidade. A (nossa) cidade nos anos 30 e 40 merece ser visitada. Claro, pela pesquisa ou memória. Lá se vão 80 a 90 anos no retrovisor da vida patrocinense. O comércio daquela época. Os médicos, os dentistas, as celebridades do Município, que, hoje, apenas existem na saudade.

PRIMEIRO MOTORISTA – Milton Marques tornou-se o primeiro chauffeur (chofer) de Patrocínio. O Coronel Honorato Borges, grande fazendeiro e maior líder político municipal, adquiriu um automóvel Ford. E para dirigi-lo contratou Milton Marques. Isso por volta de 1920. Mais tarde, Milton ensinou a sua esposa Zaca Botelho (Eurídice Botelho) a dirigir automóvel. No final dos anos 30, Zaca tornou-se a primeira mulher de Patrocínio com carteira de habilitação. Zaca também foi considerada a primeira miss patrocinense (anos 30). E Milton participou do primeiro Ponto de Táxi, chamado de Ponto dos Motoristas de Praça, juntamente com Emídio Santos (Patinho), Fiinho Amaral, João de Deus (velocidade máxima: 20km/h) e outros.

RÁDIO, ARTIGO DE LUXO – Poucos rádios na cidade nos anos 40. Quem tinha em casa atraía muitos curiosos. Principalmente, durante a 2ª Guerra Mundial. Entretanto, na Praça Santa Luzia (Rua Presidente Vargas com Rua Elmiro Alves), havia o “Alto Falante Tabajara”, cujo o som atingia a região da Praça Santa Luzia. Tocava músicas em disco de vinil (78 rotações), com destaque para o “alguém oferece para alguém”, ou “fulano(a)”. Quem oferecia pagava. A lenda Humberto Cortes da Rádio Difusora (inaugurada em 1949) começou como locutor do Tabajara.

PRIMEIRO AUTOMÓVEL “FECHADO” – Zequinha Borges, filho mais velho de Honorato Borges, que nasceu em 1884, e morreu em 1928, e pai das professoras Tuniquinha Borges Pereira (falecimento em 05/02/2022, aos 97 anos) e Clérida Borges Alves (1916-2008), foi o proprietário do primeiro carro fechado, sedan, portas com vidro, de PTC. Antes, os automóveis “Fordecos” não eram fechados. Tanto é que o seu automóvel foi apelidado de “Guada-louça” do Zequinha Borges.

LOJAS ANOS 30/40 – Casa Armênia”, do Sr. Dermóstenes Amaral, na Praça Santa Luzia. “Ponto Chic”, de Oscar Barreira, Rua Presidente Vargas com Praça Santa Luzia. “Bandeira Vermelha”, de José dos Santos. “Papelaria do Alfredo Borges”, na Praça Honorato Borges. “Papelaria Confiança”, de Raul Chaves, Rua Gov. Valadares com Rua Major Tobias. “Casa Ribeiro”, de José Ribeiro, na Av. Faria Pereira. “Armazém Cardoso”, na Av. Rui Barbosa. “Casa Stela”, de Joaquim Dias (“Stela” nome de sua filha). “Casa do Toniquinho”, na Av. Rui Barbosa. “Casa Manuel Nunes”, primeiro na Av. Rui Barbosa, depois Rua Gov. Valadares.

MÉDICOS – Gustavo Machado, Vicente Soares (foi prefeito também), Silvio de Castro Magalhães, Luciano Furtado e Acrízio Cardoso foram os primeiros médicos nas décadas de 20/30/40. Em 15 de abril de 1938, foi reinaugurada (de maneira concreta) a Santa Casa, sob a liderança dos jovens médicos Amir Amaral (1º lugar na Universidade Nacional–Rio), José Garcia Brandão e Dr. Cardoso. Com o apoio das freiras e enfermeiras: Irmã Maximiliana, Irmã Auréa e Irmã Mercêdes.

DE CINCO DENTISTAS, UM ERA FORMADO – Alonso Alves (Rua Cel. João Cândido), Elpídio, Pedrinho e Belmirinho eram “dentistas práticos”. Apenas Abdias Alves Nunes cursou a faculdade em BH (hoje, UFMG). Esse também o vereador do século XX. Abdias, um mito de Patrocínio.

MAIORIA DOS FARMACÊUTICOS “PRÁTICOS” TAMBÉM – Cassimiro Santos, “entendia muito de farmácia e medicina”, segundo a história oral. Atendia à região. Havia ainda a “Farmácia Aurora”, de Altair Amaral. “Farmácia Santa Terezinha”, de Levi Matos (Mariana), na Praça Honorato Borges. “Farmácia Duca”, de Cândido Alves Duca, na Rua Presidente Vargas. E farmácias de Massilon Machado (o poeta maior de PTC) e a Farmácia de Otávio de Brito (esse sergipano formado na Bahia).

SEMPRE É BOM CITAR AS FONTES – Além de crônicas deste autor, escritas em 2020 e 2017, o documento “Velhas Notícias”, escrito pela professora Tuniquinha Borges, em 17/06/2008, foi consultado. Tuniquinha é mãe da colunista da Gazeta de Patrocínio, Brígida Borges, e, de Lucélia Borges Pereira, autora do livro “Bem-Aventurado Eustáquio” (sobre a vida de Padre Eustáquio).

(eaamaral@hotmail.com)

@redehoje
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