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Meio Ambiente | Dia Mundial da Água reforça debate sobre captação e uso de recursos hídricos em Patrocínio e no Brasil

Perfuração de poços artesianos levanta discussões sobre impactos nos aquíferos. Crédito: Divulgação

Data instituída pela ONU destaca necessidade de planejamento no uso da água e controle da exploração subterrânea

Da Redação da Rede Hoje

A Organização das Nações Unidas institui o Dia Mundial da Água em 22 de março de 1992 durante a Eco-92, no Rio de Janeiro, com a proposta de conscientizar a população sobre a preservação dos recursos hídricos e a gestão sustentável da água doce, enquanto no Brasil a data ganha relevância devido ao país concentrar 12% da reserva de água doce do planeta e ampliar discussões sobre o uso responsável desses recursos.

Em matéria publicada na Rede Hoje no dia 21, Patrocínio apresenta alternativas de captação de água no município, entre elas a criação de poços em bairros, conforme anunciado pelo prefeito Gustavo Brasileiro, enquanto informações técnicas disponíveis no país apontam possíveis impactos dessa prática, orientando sobre efeitos do uso intensivo de aquíferos subterrâneos e indicando a necessidade de ampliar o debate sobre gestão hídrica.

O objetivo das ações relacionadas à data envolve a mobilização de governos e da sociedade civil organizada em torno da preservação e do uso consciente da água, considerando diferentes formas de captação e distribuição, dentro de um cenário que exige planejamento e monitoramento constante para garantir a disponibilidade dos recursos hídricos em diferentes regiões.

Nesse contexto, o engenheiro aposentado da Embraer Baltazar Ferreira, leitor do portal da Rede Hoje, apresenta alerta sobre os riscos associados à perfuração excessiva de poços artesianos, destacando a necessidade de ampliar o debate sobre os impactos dessa prática, especialmente em relação ao uso intensivo de aquíferos subterrâneos e seus efeitos no equilíbrio ambiental.

Impactos

O uso excessivo de poços artesianos, especialmente sem planejamento adequado, pode provocar redução na vazão de nascentes e poços rasos, quando a retirada de água supera a capacidade de reposição natural pelas chuvas, resultando no rebaixamento do lençol freático e na diminuição gradual da pressão interna dos aquíferos, afetando a disponibilidade de água em diferentes níveis.

A redução da pressão pode interromper o fluxo de poços artesianos fluentes, fazendo com que estruturas que antes apresentam jorro natural passem a ter menor vazão ou deixem de funcionar dessa forma, além de provocar o ressecamento de minas superficiais e interferir em camadas superiores de água, contribuindo para o desaparecimento de nascentes dependentes desses níveis.

Outro efeito observado é o rebaixamento significativo do nível da água subterrânea, com registros em Manaus de áreas onde a profundidade passa de 30 metros para 180 metros, situação que dificulta o acesso à água e eleva os custos de captação, além de indicar alterações no equilíbrio dos sistemas hídricos subterrâneos ao longo do tempo.

A retirada excessiva também pode causar subsidência do solo, fenômeno que representa risco estrutural para construções e está associado à redução do suporte oferecido pelas camadas subterrâneas, ampliando a necessidade de controle e acompanhamento das atividades relacionadas à exploração de água.

Causas

Entre as causas do problema está a perfuração de poços sem autorização ou estudos técnicos adequados, com parte das estruturas no país sem outorga ou licença, o que compromete o equilíbrio dos aquíferos e reduz a eficiência dos sistemas, além de falhas na construção e manutenção inadequada que contribuem para perda de desempenho ao longo do tempo.

Para reduzir os impactos, é apontada a necessidade de fiscalização e planejamento técnico, com adoção de técnicas geológicas adequadas conforme normas da ABNT, disponíveis em https://www.perfurarte.com.br/post/lei-federal-poco-artesiano-normas-tecnicas, como forma de orientar a instalação e operação dos sistemas de captação de água subterrânea.

O controle sobre novas perfurações e a adoção de critérios técnicos buscam evitar danos ambientais e garantir o uso sustentável dos recursos hídricos, considerando a importância da preservação dos aquíferos para o abastecimento e manutenção dos ecossistemas ao longo do tempo.

As discussões relacionadas ao Dia Mundial da Água mantêm foco na necessidade de equilíbrio entre uso e preservação, com ênfase na adoção de práticas que assegurem a continuidade dos recursos hídricos, dentro de um cenário que envolve diferentes setores da sociedade e exige planejamento contínuo.

@redehoje
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