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Geopolítica | Irã anuncia cessar-fogo e declara vitória estratégica sobre Estados Unidos e Israel

EUA e Israel saem do conflito no Irã com o sabor de derrota, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os objetivos militares dos Estados Unidos já foram alcançados e superados. Imagem de Vilius Kukanauskas por Pixabay

Trégua de duas semanas, mediada pelo Paquistão, abre caminho para negociações permanentes em Islamabad; acordo inclui garantias de não agressão e discussão sobre sanções e retirada militar.

Da Redação da Rede Hoje

O Irã anunciou um acordo de cessar-fogo de duas semanas com Estados Unidos e Israel, classificando o entendimento como uma vitória estratégica no conflito iniciado em fevereiro de 2026. A trégua foi confirmada em comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, publicado pela agência Mehr News Agency na terça-feira (7). O acordo foi mediado pelo Paquistão e aprovado pelo novo líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei. O texto prevê negociações para um acordo permanente na capital paquistanesa, Islamabad.

Cessar-fogo
Segundo o comunicado iraniano, o entendimento representa uma vitória para o Irã e resulta de um plano de dez pontos aceito em princípio pelos Estados Unidos. Entre os compromissos listados estão a garantia de não agressão, o reconhecimento do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e a aceitação do enriquecimento de urânio pelo Irã. O documento menciona ainda o levantamento de sanções primárias e secundárias, o fim de resoluções do Conselho de Segurança da ONU e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Há também a previsão de compensações ao Irã por danos sofridos, a retirada de forças militares americanas da região e a interrupção das hostilidades em múltiplas frentes, incluindo operações relacionadas ao Líbano.

Posição iraniana

O povo comemora nas ruas do Irã . Imagem: X

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã atribuiu o desfecho do conflito à resistência militar e à mobilização popular. O documento afirma que o inimigo sofreu uma derrota inegável, histórica e esmagadora em sua guerra contra a nação iraniana. A declaração credita o resultado à liderança do aiatolá Mojtaba Khamenei e ao sacrifício do líder mártir da Revolução Islâmica, o grande aiatolá Imam Khamenei. De acordo com o comunicado, os últimos 40 dias foram marcados por ações coordenadas do Irã e de aliados regionais no Líbano, Iraque, Iêmen e territórios palestinos. O texto afirma que essas ofensivas causaram impactos significativos na estrutura militar, econômica e política dos adversários, levando-os a aceitar negociações.

Resposta dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira (7) o adiamento por duas semanas de um ultimato contra o Irã e a suspensão de um ataque militar que estava previsto para ocorrer no mesmo dia. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que concordou em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por duas semanas, desde que a República Islâmica concordasse com a abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz. O presidente declarou que os objetivos militares dos Estados Unidos já foram alcançados e superados. Trump também afirmou que há avanço nas negociações para um acordo definitivo de paz de longo prazo com o Irã e para a paz no Oriente Médio.

Aceite de Israel
Segundo informações da CNN Brasil, uma alta autoridade da Casa Branca afirmou que Israel concordou com o cessar-fogo proposto por Trump cerca de uma hora e meia antes do prazo final estipulado para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz. A decisão israelense inclui a suspensão das operações militares por duas semanas e a interrupção temporária da campanha de bombardeios. O acordo está condicionado à reabertura da rota marítima estratégica, fundamental para o transporte de petróleo na região.

Início do conflito
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã teve início em 28 de fevereiro de 2026, após uma ofensiva conjunta que resultou na morte do então líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, em Teerã, além de outras autoridades do alto escalão. Segundo os Estados Unidos, foram destruídos diversos ativos militares iranianos, incluindo navios, sistemas de defesa aérea e aeronaves. Em resposta, o Irã realizou ataques contra países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, alegando atingir interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel.

Impactos humanitários
O conflito gerou consequências humanitárias significativas. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, aponta mais de 1.750 civis mortos no Irã desde o início da guerra. Já a Casa Branca contabiliza ao menos 13 soldados estadunidenses mortos em ataques iranianos. A crise se expandiu para o Líbano, onde o grupo Hezbollah realizou ataques contra Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel intensificou bombardeios no território libanês, ampliando o número de vítimas.

Sucessão de liderança
Após a morte do líder supremo, Mojtaba Khamenei foi escolhido como novo chefe máximo do Irã. Especialistas avaliam que a mudança representa continuidade na estrutura política do país. Trump criticou a decisão, classificando-a como um grande erro e afirmando que o novo líder seria inaceitável para a liderança iraniana. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã ressaltou que a consolidação do acordo ainda depende de negociações adicionais e da manutenção da unidade interna. O texto do conselho destaca que a finalização dos detalhes requer perseverança, liderança prudente e unidade.

Próximos passos
As negociações para um acordo definitivo devem ocorrer em Islamabad, sob mediação paquistanesa, conforme informou o próprio Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. O presidente Trump afirmou que o governo norte-americano recebeu uma proposta de dez pontos apresentada por Teerã, que pode servir como base para um acordo definitivo. O entendimento de cessar-fogo é bilateral, segundo Trump, e busca criar espaço para negociações diplomáticas que possam levar a uma paz duradoura na região. O Paquistão atuou como mediador entre as partes, com conversas envolvendo o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir.

Com informações do portal Brasil 247

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