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Política | Brasil e EUA firmam acordo para combate ao tráfico de armas e drogas com troca de informações

Autoridades brasileiras e norte-americanas anunciam cooperação para enfrentar crime transnacional. Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Parceria prevê compartilhamento digital de dados para identificar rotas e organizações criminosas

Da Redação da Rede Hoje

Brasil e Estados Unidos anunciaram em 10 de abril de 2026 um acordo de cooperação mútua voltado ao combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A parceria estabelece o compartilhamento contínuo de informações entre as aduanas dos dois países, com o objetivo de permitir a identificação de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de cargas ilícitas. A medida foi apresentada após reunião realizada no Ministério da Fazenda, em Brasília.

A iniciativa envolve a Receita Federal do Brasil e o U.S. Customs and Border Protection, agência de fronteiras dos Estados Unidos. O acordo prevê a troca digital de dados sobre apreensões realizadas nos dois países, permitindo maior agilidade nas investigações. A cooperação busca ampliar a capacidade de atuação conjunta, com ações que consideram tanto a origem quanto o destino das cargas ilegais identificadas.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o compartilhamento de informações permitirá atuação coordenada entre os países. A proposta inclui a análise conjunta de dados para fortalecer o enfrentamento ao crime organizado transnacional. A integração entre os sistemas das aduanas deve contribuir para a identificação de estratégias utilizadas por organizações criminosas no transporte de produtos ilícitos.

Tecnologia

O uso de tecnologias de inspeção, como o raio-x em contêineres, tem contribuído para o aumento das apreensões, de acordo com a Receita Federal. O sistema permite identificar materiais relacionados à fabricação de armamentos, prática que tem sido adotada por organizações criminosas como forma de dificultar a fiscalização. No Brasil, os contêineres destinados à exportação passam por processos de escaneamento, o que amplia a capacidade de detecção.

Dados apresentados durante a reunião indicam que mais de 1,1 mil armas e peças foram apreendidas nas aduanas brasileiras nos últimos 12 meses. No primeiro trimestre de 2026, também foram registradas apreensões superiores a 1,5 mil toneladas de drogas provenientes dos Estados Unidos. As substâncias identificadas incluem drogas sintéticas e haxixe, conforme informações da Polícia Federal.

O acordo também prevê a implementação do Programa Desarma, sistema informatizado da Receita Federal que amplia o rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis. A ferramenta registra informações sobre apreensões, incluindo origem declarada, dados logísticos e identificação dos itens. O objetivo é organizar dados estratégicos que permitam mapear redes ilícitas e fortalecer o monitoramento do comércio internacional de produtos controlados.

@redehoje
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