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Justiça | STF forma maioria para declarar inconstitucional lei de Santa Catarina que proíbe cotas raciais

Sessão de julgamento no Supremo Tribunal Federal (crédito: STF)

Corte já soma 7 votos a 0 pela inconstitucionalidade da norma estadual.

Da Redação da Rede Hoje

O Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta quinta-feira, 16 de abril, para declarar inconstitucional a lei de Santa Catarina que proíbe a adoção de cotas raciais e outras ações afirmativas em instituições de ensino que recebem recursos públicos estaduais.

O julgamento acontece no plenário virtual da Corte. Os ministros registram seus votos no sistema eletrônico, sem debate presencial. A análise do caso está prevista para ser concluída nesta sexta-feira, 17 de abril.

Até o momento, o placar é de 7 votos a 0 pela derrubada da norma. O relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela inconstitucionalidade da lei.

Gilmar Mendes classificou a medida como retrocesso social e apontou violação ao princípio da igualdade material previsto na Constituição Federal. Segundo o ministro, políticas de ação afirmativa com base em critérios étnico-raciais são compatíveis com o ordenamento jurídico brasileiro.

O entendimento do relator foi acompanhado integralmente pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia.

Origem da ação

A ação direta de inconstitucionalidade foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal por partidos como PSOL, PT e PCdoB, além do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

As entidades questionaram a validade da lei estadual aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. A norma proibia políticas afirmativas com recorte racial e mantinha apenas critérios socioeconômicos e para pessoas com deficiência.

Antes mesmo da análise definitiva pelo Supremo Tribunal Federal, a lei já havia sido suspensa por decisão liminar do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Contexto da lei

A lei de Santa Catarina foi sancionada em janeiro de 2026. Ela vedava a reserva de vagas por critérios raciais em universidades públicas estaduais e em instituições privadas que recebem verbas do Estado.

A norma também previa multa para o descumprimento das regras. O julgamento no Supremo Tribunal Federal discute se a proibição representa violação à Constituição.

O placar atual indica tendência clara pela invalidação da norma estadual. Três ministros ainda podem votar até o encerramento do julgamento virtual.

@redehoje
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