
Durigan durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. Crédito: Diego Campos / Secom-PR
Proposta prevê transição para modelo com dois dias de descanso e manutenção da renda
Da Redação da Rede Hoje
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a proposta de mudança na escala de trabalho 6×1 não prevê redução de salários. A declaração foi feita nesta quarta-feira (6), durante participação no programa Bom Dia, Ministro. Segundo ele, a medida em discussão no Congresso Nacional busca adaptar a jornada de trabalho a mudanças estruturais no mercado, considerando avanços tecnológicos e aumento da produtividade. O ministro destacou que a proposta inclui a garantia de manutenção da renda dos trabalhadores.
Durante a entrevista, Durigan afirmou que o Governo do Brasil pretende assegurar melhores condições de trabalho sem transferir custos à população. Ele ressaltou que qualquer medida aprovada deverá conter dispositivos que impeçam a redução salarial. A proposta também considera a ampliação do tempo de descanso, passando de um para dois dias. O ministro destacou que essa mudança está relacionada ao reconhecimento de ganhos de produtividade observados nos últimos anos.
De acordo com o ministro, cerca de 30% dos trabalhadores ainda estão submetidos à escala 6×1, sendo que a maioria recebe até 2 salários mínimos. Ele afirmou que o modelo atual atinge principalmente trabalhadores de menor renda, enquanto faixas salariais mais altas já apresentam jornadas diferenciadas. A proposta busca alterar essa realidade, ampliando o tempo de descanso e a convivência familiar. O tema está em debate no Congresso e envolve diferentes setores da economia.
O ministro também destacou que o Ministério da Fazenda mantém diálogo com setores produtivos para avaliar impactos e especificidades. Segundo ele, a construção da proposta envolve equilíbrio entre interesses e análise técnica. A intenção é garantir que a transição ocorra de forma gradual, sem prejuízos para trabalhadores ou empresas. O debate inclui representantes de مختلف segmentos e considera efeitos sobre a atividade econômica.
Políticas
No campo das políticas públicas, Durigan defendeu medidas voltadas ao aumento da produtividade das empresas. Ele citou a ampliação do acesso a crédito mais barato e investimentos em capacitação profissional como alternativas à criação de novos benefícios fiscais. O ministro mencionou programas já anunciados, como iniciativas voltadas à melhoria das condições de financiamento para pequenas empresas. A proposta inclui o fortalecimento de instrumentos de garantia para facilitar a tomada de crédito.
Imposto de Renda
Na área tributária, o ministro abordou a simplificação do Imposto de Renda. Ele afirmou que o uso de declarações pré-preenchidas tem avançado e pode levar a um modelo mais automatizado no futuro. Segundo Durigan, a redução da burocracia é necessária para otimizar o tempo dos trabalhadores. A proposta considera a modernização dos processos e a redução de etapas no cumprimento das obrigações fiscais.





