
O Centro de Excelência do Café sediou apresentações de pesquisas e novas soluções voltadas para a modernização produtiva na Região do Cerrado Mineiro. (Foto: Luiz Costa Junior)
O Centro de Excelência do Café sediou apresentações de pesquisas e novas soluções voltadas para a modernização produtiva na Região do Cerrado Mineiro.
Da Redação da Rede Hoje
O Centro de Excelência do Café, situado na Fazenda Experimental da Epamig em Patrocínio, foi o palco do 8º Encontro de Inovação e Tecnologia para a Cafeicultura do Cerrado Mineiro na última quinta-feira, 7 de maio de 2026. A iniciativa reuniu produtores rurais, pesquisadores e lideranças do setor com o intuito de apresentar resultados de estudos e soluções tecnológicas recentes. O evento foi organizado pela Epamig em parceria com a Embrapa Café, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado e a Fundaccer.
A programação técnica do encontro foi dividida em estações temáticas para facilitar o fluxo de informações aos cafeicultores presentes. As duas primeiras estações focaram na produtividade e na qualidade sensorial de diferentes variedades de café para o biênio 2024/2025, abrangendo plantas híbridas e clones adaptados ao solo mineiro. Jairo Gonçalves Pinheiro, coordenador da Epamig, afirmou que “a difusão da tecnologia é essencial para o produtor acompanhar os novos desafios da atividade” cafeeira na região.

A terceira etapa do circuito técnico tratou da microbiologia do solo, enfatizando como o manejo equilibrado contribui para a sustentabilidade da produção. Na sequência, a quarta estação discutiu o uso de drones como ferramentas complementares para aumentar a precisão das operações no campo e otimizar o manejo das lavouras. O cafeicultor Flávio Márcio Silva, vindo de São Gotardo, comentou sobre a novidade tecnológica ao declarar que “é uma tecnologia que ainda vai ser muito usada e está só no início”.
O controle de pragas e doenças também foi pauta central durante a quinta estação técnica do dia, com foco especial no combate aos nematoides e patógenos que afetam a raiz das plantas. Gabriel Lage, representante técnico da Syngenta, alertou os produtores sobre os riscos desses organismos ao dizer que “o nematoide é um inimigo oculto que precisa ser acreditado pelo dano que causa ao produtor”. A abordagem técnica buscou oferecer métodos práticos para a proteção das lavouras acima e abaixo do solo.
Inovação no campo

O prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro, participou das atividades e ressaltou a relevância da integração entre o poder público, o setor produtivo e as instituições de pesquisa. Para o gestor municipal, “as grandes revoluções acontecem através do ensino e aprendizagem, em especial da pesquisa aplicada”. Brasileiro reforçou que o fortalecimento de associações e entidades é o caminho para dar maior visibilidade ao café produzido no município e em toda a Região do Cerrado Mineiro.
Analistas do Sebrae e superintendentes da Fundaccer avaliaram que o encontro atingiu o objetivo de aproximar o conhecimento técnico da realidade prática do campo. Leonardo Pedron, do Sebrae, analisou que o evento permitiu aos produtores identificar quais variedades entregam melhor rentabilidade e entender o funcionamento de novas ferramentas digitais. Gustavo Guimarães, da Fundaccer, reiterou que a intenção foi deixar o produtor “mais embasado para tomar suas decisões” com base em critérios técnicos de qualidade.
A 8ª edição do encontro marcou a retomada de uma agenda tradicional para a cafeicultura mineira, contando com o apoio de diversas cooperativas e instituições de fomento como a Fapemig e a UFLA. Os organizadores destacaram que a participação expressiva de produtores demonstra o interesse do setor em manter o caráter inovador que define a produção regional. O evento encerrou reforçando o compromisso com a melhoria contínua da qualidade e da produtividade do café cultivado no Cerrado.





