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Investigação | Polícia Civil investiga clínicas suspeitas de fraude em atendimentos a pacientes com autismo

Documentos e registros foram apreendidos pela Polícia Civil durante operação em clínica investigada na zona oeste de São Paulo. Crédito: Polícia Civil/Divulgação

Investigação aponta cobrança irregular de sessões terapêuticas e prejuízo estimado em R$ 60 milhões aos planos de saúde.

Da Redação da Rede Hoje

A Polícia Civil de São Paulo investiga um esquema fraudulento envolvendo clínicas responsáveis pelo atendimento de pacientes com autismo no estado. Segundo as apurações, as instituições são suspeitas de cobrar dos planos de saúde por sessões terapêuticas que não teriam sido realizadas. A investigação começou após denúncias relacionadas a irregularidades nos registros de atendimentos apresentados pelas clínicas. De acordo com as informações divulgadas, ao menos cinco unidades passaram a ser investigadas desde 2023 por suspeita de participação nas cobranças indevidas identificadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.

Uma das denúncias reunidas pela investigação foi apresentada por uma mãe de paciente atendido em uma das clínicas investigadas. Segundo o relato, ela teria sido pressionada a aceitar um modelo chamado de “esquema 3 por 1”, no qual três sessões eram cobradas para cada atendimento efetivamente realizado. A prática investigada teria sido utilizada para aumentar os valores repassados pelos planos de saúde às instituições. Conforme os dados apurados até o momento pela Polícia Civil, o prejuízo estimado com as cobranças consideradas irregulares chega a aproximadamente R$ 60 milhões pagos de forma indevida.

As investigações também identificaram registros considerados incompatíveis com a rotina de atendimentos médicos. Em um dos casos analisados, uma clínica teria informado a realização de 25 horas de atendimento a um único paciente em apenas um dia. A informação passou a integrar o material analisado pelos investigadores durante a apuração das denúncias envolvendo os consultórios e centros especializados. Os dados reunidos pelas autoridades fazem parte dos documentos utilizados para verificar a existência de fraudes relacionadas às cobranças encaminhadas aos planos de saúde responsáveis pelos pagamentos dos atendimentos terapêuticos.

Operação

Durante as diligências realizadas pela Polícia Civil, agentes cumpriram buscas em uma clínica localizada no bairro Perdizes, na zona oeste da capital paulista. No local, documentos foram apreendidos e incluídos no material investigado pela equipe responsável pelo caso. Segundo a polícia, parte dos registros indicava cobranças programadas para novembro deste ano. A neuropsicóloga Letícia Segretti, apontada como responsável pela clínica investigada, negou a existência de irregularidades e afirmou que os registros considerados excessivos correspondiam a atendimentos realizados em meses anteriores ao período analisado pelas autoridades.

O próximo passo da investigação será o cruzamento das cargas horárias declaradas pelas clínicas com os prontuários médicos e demais registros dos pacientes atendidos. A medida busca confirmar se os atendimentos cobrados realmente ocorreram conforme informado pelas instituições investigadas. De acordo com a Polícia Civil, os responsáveis poderão responder por crimes como estelionato e falsificação de documentos caso as irregularidades sejam comprovadas durante o andamento das investigações.

Fonte: R7

@redehoje
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