Press ESC to close

Saúde Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral Crystal após identificação de bactéria

Garrafa de água mineral Crystal; lote específico teve comercialização, distribuição e uso suspensos. Foto: Divulgação/Anvisa.

Medida atinge o lote P 200126 da embalagem de 500 ml após análise laboratorial confirmar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa.

Da redação da Rede Hoje

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira, 3 de junho, o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição e uso de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal. A medida foi adotada após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto analisadas pelo sistema de vigilância sanitária. O lote afetado é o P 200126. A decisão foi divulgada pela agência reguladora.

O lote recolhido foi fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., localizada em Luziânia, Goiás. A empresa integra o Sistema Coca-Cola, responsável pela marca Crystal. Segundo a Anvisa, a água foi produzida em embalagens de 500 ml. A medida vale exclusivamente para o lote identificado na investigação. Outros lotes não foram incluídos na determinação divulgada pela agência.

Para identificar o produto afetado, o consumidor deve verificar a inscrição presente no corpo da garrafa. A marcação correspondente é “LZ1 VAL 200127 3 P 200126”. A validade informada para o lote é 20/01/2027. A Anvisa orienta que os consumidores confiram essas informações antes do consumo. A identificação correta é necessária para verificar se a garrafa faz parte do recolhimento.

De acordo com informações fornecidas pela empresa à Anvisa, o lote possui 374,4 mil garrafas de 500 ml. Desse total, 230.443 unidades foram destinadas ao Distrito Federal. Outras 1.439 garrafas foram comercializadas em municípios do Tocantins. Em Goiás, foram distribuídas 66.768 unidades. Já para o estado de São Paulo foram encaminhadas 75.750 garrafas.

Orientações

A Anvisa orienta os consumidores a interromperem imediatamente o uso do produto caso confirmem que a garrafa pertence ao lote P 200126. Após a verificação, a recomendação é entrar em contato com o atendimento ao cliente da empresa. O consumidor poderá solicitar substituição ou reembolso do produto adquirido. Os contatos disponibilizados são o telefone 0800 061 5000 e o e-mail contato@brasal.com.br. A orientação vale para todas as unidades do lote.

Segundo a agência reguladora, a empresa informou que iniciou imediatamente o recolhimento junto às distribuidoras. A estimativa apresentada é de que cerca de 99,2% das unidades já não estejam mais disponíveis para venda ao consumidor. A medida busca retirar do mercado as embalagens remanescentes. O processo de recolhimento segue sob acompanhamento das autoridades sanitárias. A ação foi comunicada oficialmente à Anvisa.

A investigação teve início após uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal. A análise foi conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal. O exame detectou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto. O resultado foi posteriormente confirmado por meio da contraprova prevista nos procedimentos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. A confirmação originou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026.

Com a confirmação laboratorial, a vigilância sanitária local determinou a interdição do lote e comunicou o caso à Anvisa. Segundo a agência, o produto está em desacordo com a legislação sanitária vigente. A irregularidade envolve normas que estabelecem padrões microbiológicos para alimentos e águas envasadas. A partir dessa constatação foram adotadas as medidas administrativas previstas. O recolhimento passou a valer em todo o território nacional.

Apuração

Em nota divulgada pela Anvisa, a Mineração Bom Jesus informou que realizou uma investigação interna para apurar as possíveis causas da ocorrência. A empresa também apresentou documentação à agência reguladora. Segundo o comunicado, representantes da companhia participaram de reuniões com a Anvisa. A empresa afirmou que continua colaborando com as autoridades sanitárias. O caso segue em apuração.

Ainda conforme a nota encaminhada pela empresa, foram realizadas análises em mais de 300 amostras durante o processo de investigação. De acordo com a companhia, todos os resultados foram negativos para microrganismos indicadores de contaminação. A empresa também informou que, devido ao alto giro do produto nos pontos de venda, não há indicação de que o lote ainda esteja amplamente disponível no mercado. Mesmo assim, o recolhimento foi mantido. As autoridades seguem monitorando a situação.

@redehoje
Esta mensagem de erro é visível apenas para administradores do WordPress

Erro: nenhum feed com a ID 1 foi encontrado.

Vá para a página de configurações do Instagram Feed para criar um feed.