
Estádio Azteca receberá a partida inaugural, enquanto México, Estados Unidos e Canadá promoverão cerimônias conectadas por uma programação integrada.
Da Redação da Rede Hoje
A Copa do Mundo de 2026 marcará o início de um novo formato para a principal competição do futebol mundial. Organizada simultaneamente por México, Estados Unidos e Canadá, a edição terá 48 seleções participantes e será a maior da história em número de equipes e de partidas disputadas. No entanto, o torneio também tem sido marcado por questões políticas e restrições de entrada impostas pelos Estados Unidos.
A seleção do Irã, por exemplo, precisou transferir sua base para o México e recebeu vistos limitados para que jogadores entrem em território americano apenas nos dias de jogos e treinamentos. Além disso, a Federação de Futebol do Irã informou que torcedores do país tiveram a cota de ingressos revogada pelos Estados Unidos, impedindo a presença de parte do público nas partidas. As medidas ocorrem em meio às tensões diplomáticas e militares envolvendo o governo norte-americano e o país asiático.
Árbitro africano barrado
Outro episódio que gerou repercussão às vésperas da Copa envolveu o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor árbitro da África em 2025. Selecionado pela Fifa para atuar no Mundial, ele teve a entrada negada pelos Estados Unidos ao desembarcar em Miami e acabou excluído da competição. Artan seria o primeiro somali a apitar uma partida de Copa do Mundo. A Fifa confirmou que o profissional não poderá participar do torneio e informou que decisões sobre vistos e entrada no país são de responsabilidade das autoridades americanas
O torneio também será o primeiro realizado em três países ao mesmo tempo. A proposta amplia a área geográfica da competição e envolve diretamente torcedores de diferentes regiões da América do Norte durante todo o período de realização dos jogos.
Outro marco será a repetição do confronto de abertura entre México e África do Sul, as mesmas seleções que disputaram a partida inaugural da Copa do Mundo de 2010. Desde a adoção do modelo com um jogo de abertura oficial, essa será a primeira repetição do confronto inaugural.
O Estádio Azteca, localizado na Cidade do México, também alcançará uma marca inédita. A arena receberá pela terceira vez uma abertura de Copa do Mundo, após sediar as cerimônias inaugurais das edições de 1970 e 1986.
Cerimônia
Antes do início da competição, a Fifa promoveu uma contagem regressiva com apresentações simultâneas em Cidade do México, Toronto e Los Angeles. Os eventos foram realizados de forma sincronizada e integraram a programação oficial de preparação para o torneio.
A abertura oficial seguirá o mesmo conceito. Pela primeira vez, haverá três cerimônias conectadas entre si, uma em cada país-sede. A proposta reúne elementos relacionados ao futebol, à música e às características culturais de cada nação participante da organização.
No México, a cerimônia destacará manifestações culturais tradicionais do país. A programação prevê apresentações de música e dança, além da utilização de elementos artísticos ligados à cultura mexicana e à participação de representantes de comunidades indígenas.
Entre os artistas confirmados para a cerimônia no Estádio Azteca estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla, conforme divulgado pela Fifa.
Artistas
Nos Estados Unidos, a programação em Los Angeles contará com apresentações de Katy Perry, Future, Anitta, Lisa, Rema e Tyla. A relação de artistas integra a estratégia da entidade para ampliar o alcance internacional da cerimônia de abertura.
No Canadá, os nomes anunciados incluem Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince. As apresentações ocorrerão dentro do conceito conjunto adotado pelos três países organizadores.
A Copa de 2026 também terá mudanças esportivas significativas. Com a ampliação para 48 seleções, o torneio contará com 104 partidas distribuídas em 12 grupos formados por quatro equipes cada.
Avançarão para a fase eliminatória os dois primeiros colocados de cada grupo e os oito melhores terceiros colocados. A etapa seguinte reunirá 32 equipes e receberá a denominação oficial de Rodada de 32, substituindo o tradicional formato das oitavas de final.
A alteração também aumentará o número de partidas para a seleção campeã. A equipe vencedora da Copa do Mundo de 2026 precisará disputar oito jogos ao longo da competição, um a mais do que era necessário no formato anterior
Tratamento hostil ao Irã

A Federação de Futebol do Irã informou que os Estados Unidos revogaram a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos para a Copa do Mundo de 2026. Segundo a entidade, a medida impede a distribuição dos bilhetes aos torcedores da seleção e afeta pessoas que já haviam organizado viagens para acompanhar os jogos do torneio.
De acordo com a federação, a cota cancelada correspondia a 8% dos ingressos reservados aos torcedores iranianos. Em comunicado, a entidade afirmou que muitos torcedores confiaram no sistema oficial de venda e já haviam concluído os preparativos para assistir às partidas. Até o momento, nem o governo dos Estados Unidos nem a Fifa se manifestaram sobre o caso.
A decisão ocorre em meio às tensões entre Irã e Estados Unidos. Apesar das restrições aos torcedores, os jogadores da seleção iraniana receberam autorização para ingressar em território americano exclusivamente para treinamentos e partidas da Copa do Mundo.
A delegação iraniana está concentrada em Tijuana, no México, desde domingo (7). Inicialmente, a equipe planejava ficar hospedada em Tucson, no Arizona, mas alterou seus planos. Segundo o embaixador iraniano no México, os vistos concedidos aos 26 atletas permitem apenas permanência temporária nos Estados Unidos para atividades relacionadas à competição.
Seleção Brasileira
A Seleção Brasileira inicia a Copa do Mundo de 2026 entre as candidatas ao título, buscando encerrar o jejum de conquistas que dura desde o pentacampeonato de 2002. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a equipe chega ao torneio após um período de reformulação e tenta recuperar o protagonismo nas fases decisivas da competição, mantendo a tradição de única seleção presente em todas as edições do Mundial.

Carlo Ancelotti e Bruno Guimarães chegando para treino da Seleção — Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Para a estreia diante do Marrocos, Ancelotti começa a definir a equipe titular. Matheus Cunha aparece como favorito para retornar ao ataque, Lucas Paquetá deve ser mantido no meio-campo e Gabriel Magalhães ocupará posição na defesa. A comissão técnica ainda avalia alternativas para as laterais após a lesão de Wesley e trabalha para dar maior mobilidade ao setor ofensivo, com possíveis ajustes no posicionamento de Raphinha durante a partida.
Exposição do Brasil
Charge/Mario Alberto

A participação da Seleção Brasileira em Copas do Mundo é tema da exposição interativa “Brasil em Todas”, que será realizada entre 10 de junho e 2 de agosto no MIS Experience, em São Paulo. A mostra apresenta a trajetória do Brasil nas 23 edições do torneio, reunindo peças históricas, documentos, fotografias, troféus e objetos ligados à história da equipe nacional.
Entre os destaques da exposição estão itens do Museu Seleção Brasileira, acervos de imprensa reunidos desde 1930, estátuas de Pelé e Zagallo e um filme sobre a participação de Pelé em Copas do Mundo. O público também poderá participar de atividades interativas, com jogos, simuladores e testes de conhecimento relacionados à história da competição.

Cristiano Ronaldo e Messi
Cristiano Ronaldo e Lionel Messi estão próximos de alcançar mais um marco histórico no futebol mundial. Caso entrem em campo na Copa do Mundo de 2026, os dois se tornarão os primeiros jogadores a disputar seis edições do torneio. A competição, que completa 100 anos, pode representar também a despedida dos dois atletas dos gramados em Mundiais.
As trajetórias dos dois craques se cruzam há quase duas décadas em disputas por títulos e premiações individuais. Cristiano Ronaldo soma cinco títulos da Liga dos Campeões e Messi conquistou quatro. Nas premiações de melhor jogador do mundo, o argentino acumula oito troféus, enquanto o português possui cinco. A rivalidade ganhou ainda mais destaque após a final da Liga dos Campeões de 2009 entre Barcelona e Manchester United.




