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Cuidado | Especialistas alertam para qualidade do ar nas escolas durante o inverno

Imagem criada por IA para Rede Hoje

Em artigo publicado na coluna Tendências/Debates da edição impressa da Folha de S.Paulo o especialista Leonardo Cozac alerta que ambientes escolares com ventilação inadequada favorecem a circulação de vírus e aumentam casos de doenças respiratórias entre crianças no inverno.

Da Redação da Rede Hoje

Com a chegada do inverno e o aumento dos casos de gripe, resfriados, rinite, asma e outras infecções respiratórias entre crianças, especialistas defendem que o retorno frequente de alunos doentes para casa não deve ser encarado como algo inevitável da rotina escolar.

Em artigo publicado na edição impressa da Folha de S.Paulo, o engenheiro Leonardo Cozac, CEO da Conforlab e presidente da ABRAVA, afirma que ambientes educacionais fechados, mal ventilados ou com sistemas de climatização sem manutenção adequada favorecem a circulação de vírus e agravam problemas respiratórios.

O texto destaca que, durante períodos de frio, portas e janelas costumam permanecer fechadas, reduzindo a renovação do ar nas salas de aula. Essa condição aumenta a concentração de agentes respiratórios em ambientes compartilhados por alunos, professores e funcionários.

O autor cita pesquisas nacionais e internacionais que associam ambientes fechados, baixa ventilação e poluição do ar interno ao aumento de doenças respiratórias. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação, também são mencionados para reforçar a importância do tema.

Segundo especialistas ouvidos e citados no artigo, não basta verificar a presença de ar-condicionado, ventiladores ou janelas nas escolas. É necessário avaliar se há renovação adequada do ar, filtragem eficiente, manutenção periódica dos equipamentos e cumprimento das normas técnicas.

O professor Antonio Luís de Campos Mariani, mencionado no texto, ressalta que a qualidade do ambiente interno depende da combinação entre filtragem eficiente e entrada controlada de ar externo. O desafio é ainda maior em escolas que dependem exclusivamente da ventilação natural, especialmente durante o inverno.

A principal conclusão do artigo é que a qualidade do ar em ambientes escolares tem impacto direto na saúde e no aprendizado. Ambientes inadequadamente ventilados podem contribuir para mal-estar, sintomas respiratórios, crises alérgicas e maior transmissão de doenças dentro das instituições de ensino.

Fonte: Leonardo Cozac, artigo “É normal as crianças voltarem doentes da escola no inverno? Para pesquisas, não”, coluna Tendências/Debates, edição impressa da Folha de S.Paulo.

@redehoje
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