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Investigação | Moraes dá 24 horas para Jair Bolsonaro explicar arma apreendida

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O armamento foi retido por policiais militares durante uma fiscalização veicular realizada na noite de ontem, em Brasília; ex-presidente cumpre pena em regime de prisão domiciliar desde o final de março deste ano

Da Redação da Rede Hoje

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explique, em até 24 horas, a apreensão de uma arma de fogo de sua propriedade. O armamento foi retido por policiais militares durante uma fiscalização veicular realizada na noite de ontem, em Brasília. O ex-presidente cumpre pena em regime de prisão domiciliar desde o final de março deste ano.

A apreensão ocorreu por volta de 23h30 de segunda-feira, quando a equipe policial abordou um Honda Civic no Pistão Norte, na região de Taguatinga. O condutor se identificou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional e declarou que a pistola da marca Glock, calibre nove milímetros, pertencia ao ex-mandatário. Os agentes também recolheram um carregador reserva e encaminharam o motorista para uma unidade da Polícia Civil para prestar depoimento.

Na delegacia, o funcionário alegou que retirou o equipamento na residência do ex-presidente na segunda-feira para providenciar um conserto mecânico devido a um defeito técnico, planejando devolvê-lo no dia seguinte. Diante disso, o magistrado determinou que os advogados detalhem formalmente os motivos para a manutenção do armamento na casa e a justificativa para a solicitação de reparos na reta final do prazo da prisão humanitária.

O magistrado também enviou uma notificação oficial ao comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, órgão encarregado de vigiar o cumprimento das restrições impostas ao sentenciado. O tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes deverá certificar se a tropa executa integralmente a ordem de vistoriar todos os automóveis que deixam a propriedade do político, abrangendo inclusive as viaturas oficiais destinadas à escolta do apenado.

O benefício de transição para o ambiente residencial foi concedido em março, logo após o paciente receber alta de um hospital do Distrito Federal, onde tratou uma pneumonia bacteriana. Antes da autorização para o regime domiciliar humanitário de 90 dias, o ex-presidente cumpria a pena de 27 anos e três meses de reclusão no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, em razão da condenação na ação penal da trama golpista.

@redehoje
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