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Agora | Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Compliance Zero nesta manhã

Foto: Divulgação/Polícia Federal

Agentes cumprem mandados de busca em diferentes estados brasileiros, ação autorizada pelo STF apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

Da Redação da Rede Hoje

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, dia 18 de junho, a 9ª fase da Operação Compliance Zero para apurar a eventual participação de agente público em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. Policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte. Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A Operação Compliance Zero é uma investigação em engenharia financeira da Polícia Federal no Brasil, deflagrada em 18 de novembro de 2025, que apura fraudes em instituição bancária comercial. O nome refere-se à ausência de mecanismos reais de controle interno em instituições que, embora formalmente reguladas, praticaram ilegalidades de grande escala financeira. As investigações cobrem oito fases operacionais anteriores até maio de 2026, apurando crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, emissão de títulos de crédito falsos, organização criminosa e corrupção sistêmica. O esquema envolvia a venda de carteiras de crédito sem lastro a banco público.

O monitoramento aponta o uso de fundos de investimento específicos para ocultar prejuízos e realizar a lavagem de dinheiro de origem ilícita em diferentes praças financeiras do país. Os alvos incluem ex-dirigentes das instituições bancárias envolvidas, além de parlamentares e ex-governadores que teriam recebido vantagens indevidas para facilitar os contratos comerciais. O mecanismo de fraude consistia na criação de créditos inexistentes ou sem avaliação técnica adequada, comercializados com o objetivo de desviar recursos públicos e privados. As fases recentes revelaram o pagamento de propinas e a invasão ilegal de sistemas informáticos protegidos.

As ações lideradas por grupos criminosos geraram prejuízos elevados e resultaram em múltiplas prisões preventivas expedidas pela Justiça ao longo do último ano de investigações. A operação resultou no bloqueio judicial de ativos financeiros superiores a R$ 22 bilhões e no afastamento cautelar de servidores do Banco Central e de outros órgãos de fiscalização do governo. Os documentos e materiais de mídia apreendidos nesta nova etapa serão analisados pela equipe técnica da Polícia Federal sediada em Brasília para subsidiar a continuidade dos inquéritos. A instituição busca identificar todos os operadores financeiros e beneficiários finais dos desvios.

Histórico da investigação

Os novos mandados executados nesta data buscam consolidar as provas sobre a ramificação política do grupo que atuava no topo da estrutura organizacional das empresas. A Coordenação de Combate à Corrupção da Polícia Federal ressalta que a cooperação institucional foi fundamental para detalhar o fluxo dos recursos no exterior. Os depoimentos dos novos investigados devem ocorrer nos próximos dias nas respectivas superintendências regionais onde foram localizados pelas equipes de captura. A expectativa dos investigadores é concluir o relatório desta fase específica para envio ao Ministério Público Federal em poucas semanas.

@redehoje
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