
A marca registrada da Rede Hoje sempre foi, e continuará sendo, a fiscalização rigorosa. Não escondemos o jogo: criticamos para apontar falhas, cobramos para buscar a correção dos problemas e exigimos eficiência de quem está no poder. Mas o bom jornalismo, aquele comprometido com a verdade e com a comunidade, também exige a hombridade de reconhecer quando um governo acerta o alvo. E, neste aspecto, a administração do prefeito Gustavo Brasileiro acabou de marcar um golaço.
Sem qualquer intenção de politizar o debate, o lançamento do programa Patrocínio Sem Fome merece o aplauso público. O político, independentemente de sua bandeira, precisa entender de uma vez por todas que o povo é o destino final e a única razão de suas ações. Zelar por vias públicas, garantir o recolhimento do lixo, investir em obras de infraestrutura, cultura e lazer são obrigações básicas do poder público. No entanto, o verdadeiro teste de humanidade de uma gestão está na sua capacidade de enxergar e amparar a sua fatia mais vulnerável.
Precisamos, urgentemente, equilibrar a balança social e diminuir o abismo que separa os muito pobres do restante da população patrocinense. O Patrocínio Sem Fome, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, vai direto na ferida da extrema pobreza. Sabemos, e é preciso registrar, que um cartão alimentação de R$ 150 mensais ainda é muito pouco diante do custo de vida atual e o valor precisa melhorar consideravelmente no futuro. No entanto, para quem não tem o que comer hoje, é muito melhor do que nada. O grande trunfo aqui é o respeito às escolhas, devolvendo a autonomia para que pais e mães de família decidam o que colocar na mesa de seus filhos, e o sinal positivo de que o programa já nasce com a promessa de ampliar, dobrar, o número de pessoas atendidas nos próximos anos.
O planejamento técnico também merece destaque pela sua responsabilidade e continuidade. Começar atendendo 500 famílias e, a partir de novembro de 2027, estender o benefício para mais 500, demonstra que não se trata de uma ação eleitoreira e passageira, mas sim de uma política de Estado. Além disso, a previsão de reajuste anual pelo INPC garante que a inflação não engula o poder de compra de quem já tem tão pouco.
Quando a máquina pública falha, a Rede Hoje é a primeira a colocar a boca no trombone. Mas quando o Governo Municipal desenha uma rede de proteção social eficiente, humana e comprometida em combater a fome dentro de nossa própria casa, o reconhecimento é fundamental. Cuidar de calçadas e asfalto é importante, mas cuidar de gente é vital. Parabéns pelo acerto, prefeito. Que o apoio continue chegando permanentemente a quem mais precisa.




