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Educação | Analfabetismo no Brasil cai para 4,9%, enquanto Patrocínio registra índice de 5,2% de analfabetos

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Enquanto o índice nacional fica abaixo de 5% pela primeira vez na história, município supera a média de Minas Gerais ao atingir a marca de 94,8% da população alfabetizada.

Da Redação da Rede Hoje

A taxa de analfabetismo no Brasil atingiu o mínimo histórico de 4,9% em 2025, enquanto o município de Patrocínio consolidou o índice de 5,2% de analfabetos conforme os dados consolidados do Censo Demográfico do IBGE. O levantamento nacional aponta uma redução expressiva no volume de pessoas que não sabem ler e escrever, totalizando 8,4 milhões de cidadãos. No cenário estadual, os números de Patrocínio ganham destaque ao superarem a média de Minas Gerais, cuja taxa de analfabetismo fechou o período em 5,8%.

A redução representa cerca de 592 mil pessoas analfabetas a menos no período de um ano no país. Em 2016, no primeiro ano de levantamento da série, o percentual verificado era de 6,7%. Apesar da queda geral, os dados demonstram que o analfabetismo nacional ainda é marcado por fortes desigualdades regionais. O Nordeste concentra mais da metade dos analfabetos do país, totalizando 4,8 milhões de pessoas, com a taxa regional em 10,6%, a maior do território nacional.

Os dados municipais do Censo revelam que Patrocínio alcançou a marca de 94,8% da sua população considerada totalmente alfabetizada. Esse resultado positivo insere o município polo do Alto Paranaíba no topo dos indicadores de desenvolvimento educacional do interior do Estado. A performance local reflete os investimentos contínuos na rede municipal de ensino e em programas voltados para a alfabetização de jovens e adultos, reduzindo historicamente a exclusão escolar e gerando novas oportunidades de emprego.

A região Norte também ficou acima da média nacional, registrando uma taxa de analfabetismo de 5,7%. O menor percentual foi aferido na região Sul, com 2,4%, enquanto o Centro-Oeste apresentou índice de 3,3%. A pesquisa mostra ainda que o analfabetismo segue concentrado na população idosa. Em 2025, os cidadãos com 60 anos ou mais representavam 58% de todos os analfabetos monitorados pelo órgão federal, demandando ações de inclusão voltadas à terceira idade.

Nesse grupo de idosos, a taxa de analfabetismo atingiu 13,8%, ficando bem acima da registrada entre pessoas de 15 a 59 anos, que se posicionou em 2,6%. A PNAD registrou uma mudança inédita nessa faixa etária, pois pela primeira vez a taxa de analfabetismo das mulheres com 60 anos ou mais ficou abaixo da dos homens. O percentual foi de 13,7% entre as mulheres e atingiu 14,1% entre o público masculino em todo o território nacional.

Disparidades sociais

As desigualdades raciais continuam expressivas entre a população de 15 anos ou mais estudada. A taxa de analfabetismo é de 2,8% entre cidadãos brancos e de 6,5% entre pretos ou pardos. Na população idosa a distância é maior, com taxa de 7,3% entre brancos e de 20,6% entre pretos ou pardos. Pela primeira vez, mais da metade das pessoas pretas ou pardas com 25 anos ou mais concluiu ao menos o ensino médio no país.

A pesquisa do IBGE também apontou avanço no nível de escolaridade geral da população adulta. No total dos habitantes com 25 anos ou mais, 57,4% terminaram a educação básica obrigatória. A média de anos de estudo dessa população chegou a 10,2 anos em 2025, superando os 9,1 anos registrados em 2016. As mulheres seguiram com escolaridade média maior que a dos homens, anotando 10,4 anos contra 10 anos.

O grupo de jovens de 15 a 29 anos que não trabalhavam e nem estudavam caiu para 17,5% em 2025. Em números absolutos, o total de jovens nessa situação recuou de 11 milhões em 2019 para 8,2 milhões em 2025. A situação afeta mais las mulheres, com 22,8% inseridas nessa condição, e a população de pretos ou pardos, que registrou 19,8% de jovens sem ocupação ou estudo no período analisado pelo instituto.

@redehoje
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