
Depoimentos colhidos pela polícia e as análises no telefone celular buscam determinar a origem do medicamento utilizado pela jovem/Foto ilustrativa / BBC
Investigada de 20 anos deu entrada no hospital após ingerir substância e expelir o bebê em banheiro.
Da Redação da Rede Hoje
A Polícia Civil de Minas Gerais realiza investigações sobre o caso de uma jovem de 20 anos que deu entrada na Santa Casa de Patrocínio no dia 31 de maio deste ano após ingerir um medicamento abortivo. O recém-nascido chegou a ser socorrido pelas equipes médicas e permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva. A criança faleceu na última quinta-feira, dia 18 de junho, após passar por período de internação na unidade hospitalar local.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil, enquanto aguardava o chamado para o atendimento médico, a gestante se dirigiu ao banheiro da unidade hospitalar instalada no município. No local, a mulher acabou expelindo o bebê em um vaso sanitário durante o período de espera. A criança foi resgatada pelos profissionais e recebeu o atendimento médico de emergência, mas não resistiu e faleceu dias depois.
Após a confirmação da morte do recém-nascido, o corpo foi encaminhado diretamente ao Instituto Médico-Legal, onde passou por exames periciais executados pelos profissionais técnicos. Amostras biológicas foram coletadas pelos peritos e serão enviadas para Belo Horizonte para a realização de exames laboratoriais complementares. A causa da morte será determinada por meio do laudo de necropsia que está em fase de elaboração.
Como parte das investigações em andamento, a Polícia Civil cumpriu, na última sexta-feira, dia 19, um mandado de busca e apreensão do aparelho celular pertencente à investigada. O dispositivo eletrônico recolhido já se encontra sob análise da perícia técnica para a extração de dados relevantes. A mulher é formalmente investigada pela prática dos crimes de aborto tentado e também de homicídio consumado.
Procedimentos
Os profissionais de saúde envolvidos no atendimento inicial na Santa Casa de Patrocínio já foram ouvidos pelas autoridades policiais para detalhar o ocorrência. Novas diligências estão sendo realizadas pelos agentes para esclarecer todas as circunstâncias do fato e verificar a possível participação de outras pessoas. O inquérito policial tramita formalmente na Delegacia de Polícia Civil de Patrocínio e segue em andamento regular.
O acompanhamento dos exames laboratoriais enviados para a capital do estado integra as etapas de apuração técnica conduzidas pelos investigadores responsáveis pelo caso. Os depoimentos colhidos e as análises no telefone celular buscam determinar a origem do medicamento utilizado pela jovem. A Polícia Civil mantém os trabalhos de campo para concluir a instrução do procedimento investigatório dentro dos prazos fixados por lei.
A conclusão do laudo pericial de necropsia é considerada fundamental pelas autoridades para a definição formal do indiciamento e tipificação das condutas registradas no hospital. Novas testemunhas podem ser chamadas para prestar esclarecimentos na delegacia caso surjam novos elementos nas análises dos peritos. Os trabalhos policiais buscam mapear toda a cronologia dos fatos desde o consumo do produto até o óbito.
Fonte: Difusora95




