
O parlamentar, que atua como líder do PL na Câmara dos Deputados, não figura como alvo direto nesta fase.. (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)
A terceira etapa da Operação Rent a Car cumpre mandados de busca em três unidades federativas.
Da Redação da Rede Hoje
A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira, 1 de julho, cinco mandados de busca e apreensão na terceira fase da Operação Rent a Car. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, com o objetivo de apurar desvios de recursos públicos. As medidas judiciais foram executadas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais para colher novas provas. A nova etapa foca nas pessoas ligadas ao entorno do deputado federal Sóstenes Cavalcante, do Rio de Janeiro.
O parlamentar, que atua como líder do PL na Câmara dos Deputados, não figura como alvo direto nesta fase. A corporação busca aprofundar as apurações que envolvem suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Os investigadores identificaram indícios de que agentes públicos e particulares utilizavam pessoas jurídicas para tentar legalizar recursos ilícitos. A polícia aponta que ocorreram tentativas de alteração de documentos para atrapalhar os trabalhos da auditoria.

Dinheiro apreendido na operação. Foto: divulgação
Os principais alvos desta etapa são indivíduos que realizaram saques em espécie de valores oriundos de cotas parlamentares. Um advogado que atua no Estado de Minas Gerais também é investigado por apresentar justificativas sobre transações imobiliárias. Em dezembro do ano passado, as buscas da Polícia Federal resultaram na apreensão de 460 mil reais em dinheiro vivo. O montante financeiro foi localizado pelos policiais em um endereço que possui ligação direta com o deputado.
A cota parlamentar consiste em uma verba mensal destinada ao custeio de gastos como passagens aéreas e veículos. Os investigadores suspeitam que uma empresa de locação recebia os repasses oficiais mesmo após ter sua dissolução consolidada. O deputado Sóstenes Cavalcante declarou anteriormente que os valores em espécie eram provenientes da venda regular de um apartamento. O congressista argumentou na ocasião que não realizou o depósito bancário devido à intensa rotina profissional.
Desdobramentos institucionais

Capa de livro falsa, com dinheiro encontrado pelos policiais. Foto: divulgação
A assessoria de imprensa do parlamentar foi procurada no início da manhã, mas não emitiu pronunciamento oficial. Na etapa anterior da mesma operação, o deputado Carlos Jordy também foi alvo de mandados judiciais. O congressista fluminense utilizou as redes sociais na época para contestar as suspeitas levantadas pela equipe policial. O acompanhamento dos materiais apreendidos ficará sob responsabilidade dos peritos designados pela instituição de segurança pública.
Fonte: ICL Notícia




