
Erling Haaland comemora gol durante partida em Nova Jersey. Foto: Fifa
O fechamento do ciclo inicial após a desclassificação repercute na preparação para os novos amistosos
Da Redação da Rede Hoje
A segunda-feira pós-eliminação iniciou com análises sobre a desclassificação do Brasil na Copa do Mundo de 2026. A derrota por 2 a 1 para a Noruega em Nova Jersey encerrou a participação nacional nas oitavas de final. O resultado igualou as piores marcas históricas registradas pela seleção nos anos de 1934 e 1990. Os debates esportivos agora se concentram na eficiência do modelo tático adotado durante o torneio mundial. A delegação brasileira inicia o planejamento para o retorno ao país após o encerramento das atividades oficiais.
O dia seguinte ao confronto expôs os dados estatísticos que culminaram no menor índice de posse de bola nacional. O elenco comandado por Carlo Ancelotti reteve a bola por apenas 32% do tempo total regulamentar. Os dois gols sofridos, marcados pelo atacante Erling Haaland aos 79 e 90 minutos, evidenciaram falhas defensivas. O gol de pênalti convertido por Neymar aos 100 minutos não evitou as críticas da mídia especializada. O retrospecto histórico sem vitórias diante da equipe da Noruega foi mantido após o apito final.
O desperdício do primeiro pênalti por Bruno Guimarães aos 12 minutos ainda gera debates entre os analistas. A escolha do cobrador foi defendida pelo técnico italiano com base em dados de rendimento de um ano. A postura retraída da equipe, que trocou 291 passes contra 581 dos adversários, balizou as discussões táticas. Os integrantes da comissão técnica manifestaram tristeza pelo resultado, mas projetam a continuidade do trabalho de campo. O elenco de atletas deve se reapresentar diretamente nos clubes de origem para os torneios regulares.
A Confederação Brasileira de Futebol mantém o respaldo ao treinador, que possui vínculo assinado até 2030. O planejamento para o novo ciclo de preparação deve começar de forma imediata com foco na renovação. A meta principal a longo prazo envolve a estruturação do grupo para o próximo torneio mundial. Lideranças técnicas avaliam que a base jovem atual possui potencial de evolução para as próximas temporadas. O foco imediato do departamento de futebol profissional se volta para a confirmação do calendário de amistosos.
Planejamento

O cronograma prévio indica a realização de duas partidas amistosas em território australiano no próximo mês de setembro. Os confrontos contra a seleção da Austrália estão pré-agendados para os dias 25 e 29 do referido mês. As cidades de Townsville e Brisbane foram escolhidas pela federação local para sediarem os eventos esportivos. A diretoria da entidade nacional trabalha na definição da logística de viagem e convocação de novos atletas. Os compromissos marcam o início oficial da reestruturação do futebol brasileiro após a desclassificação nos Estados Unidos.
O encerramento precoce da campanha adia o projeto de conquista do sexto título mundial de futebol masculino. Os jogadores veteranos devem passar por uma avaliação de desempenho para a permanência no ciclo esportivo. O treinador italiano destacou que a derrota em Nova Jersey deve servir como aprendizado para o grupo. A comissão técnica planeja observar novos nomes que atuam tanto no futebol nacional quanto no exterior. Os relatórios detalhados da participação na Copa do Mundo guiarão as próximas decisões da diretoria.
*Da Redação da Rede Hoje, com informações de matéria da Agência Brasil, de autoria de Lincoln Chaves




