
Alexandre Costa
“E começaram a rogar-lhe que saísse dos seus termos.” Marcos 5:17
É impressionante perceber que, depois de presenciarem um dos maiores milagres de Jesus, os moradores daquela região não pediram que Ele ficasse. Pediram que fosse embora.
O contexto explica o motivo. Jesus havia libertado um homem possesso por uma legião de demônios. Os espíritos entraram em uma manada de cerca de dois mil porcos, que se precipitou no mar e morreu (Marcos 5:13). O milagre trouxe liberdade para um homem, mas também trouxe um prejuízo financeiro para os donos dos animais.
Aqueles homens fizeram uma escolha. Em vez de celebrarem a restauração de uma vida humana, lamentaram a perda de seus bens. Preferiram proteger sua economia a receber a presença do Salvador.
Essa passagem nos confronta profundamente.
Muitas vezes queremos um Jesus que cure, prospere e resolva nossos problemas, mas não um Jesus que toque em nossos ídolos. Quando Cristo entra em nossa vida, Ele frequentemente provoca “prejuízos”. Perdemos hábitos pecaminosos, relacionamentos que nos afastam de Deus, negócios desonestos, orgulho, vaidade, egoísmo e tudo aquilo que ocupa o lugar que pertence somente ao Senhor.
A verdade é que seguir Jesus sempre custará alguma coisa. O evangelho nunca foi uma proposta de conforto absoluto, mas de transformação. E toda transformação exige renúncia.
A pergunta é: o que você considera prejuízo?
Paulo respondeu essa questão quando escreveu: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.” (Filipenses 3:7)
Os moradores de Gadara perderam porcos e expulsaram Jesus. Paulo perdeu prestígio, posição e privilégios, mas ganhou Cristo.
Que tipo de perda estamos dispostos a aceitar para permanecer na presença de Jesus? Que “porcos” ainda insistimos em proteger?
Não permitamos que o custo da obediência seja maior, aos nossos olhos, do que o valor da presença de Cristo. Tudo o que Jesus remove é infinitamente menor do que aquilo que Ele oferece.




