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Saúde | Consultas odontológicas previnem o câncer de boca

Cirurgiões-dentistas orientam para visitas de rotina durante campanha Julho Verde (Foto: Envato Elements / Imagem ilustrativa)

Exames preventivos e autoexame bucal auxiliam no diagnóstico precoce de lesões em consultas regulares

Da Redação da Rede Hoje

O Brasil registra cerca de 15 mil novos casos de câncer de boca a cada ano, segundo levantamentos do Instituto Nacional de Câncer. Cerca de 80% dos diagnósticos ocorrem em estágios avançados da doença, situação que reduz as probabilidades de recuperação e exige tratamentos de maior complexidade. Em alusão à campanha Julho Verde, dedicada à conscientização sobre tumores de cabeça e pescoço, especialistas alertam que o acompanhamento odontológico de rotina atua como a principal defesa para identificar alterações na cavidade oral antes do agravamento do quadro clínico.

O cirurgião-dentista Adriano Alexandre Manfrim destaca que o papel prioritário da odontologia está fundamentado na medicina preventiva e na identificação prévia de enfermidades graves. Os profissionais de saúde bucal conseguem notar sinais suspeitos na região da boca e da garganta durante exames clínicos detalhados. A investigação minuciosa de lesões possibilita o encaminhamento ágil do paciente para o tratamento adequado. A atuação preventiva nos consultórios busca assegurar a integridade biológica do indivíduo e evitar procedimentos invasivos decorrentes de diagnósticos tardios em estruturas faciais.

A maior incidência da doença concentra-se em pacientes do sexo masculino com histórico de tabagismo e consumo frequente de bebidas alcoólicas. A combinação do uso do cigarro com a higienização inadequada, doenças na gengiva e o uso contínuo de próteses mal adaptadas eleva os riscos de desenvolvimento de tumores. A taxa de cura varia entre 80% e 95% quando a lesão é identificada no início da formação. Contudo, a descoberta tardia resulta em alta morbidade e sequelas funcionais, estéticas e emocionais na região do pescoço e da face.

O surgimento de feridas que não cicatrizam no prazo de 15 dias constitui o principal sinal de alerta para a busca de avaliação médica. Placas esbranquiçadas, manchas vermelhas na língua ou bochechas, caroços no pescoço e incômodos ao mastigar também indicam a necessidade de exames clínicos. A infecção pelo vírus do papilomavírus humano apresenta relação com o crescimento de casos de tumores de garganta entre jovens. Diante desses sintomas, os profissionais realizam investigações aprofundadas para confirmar ou descartar a presença de tecidos malignos.

Práticas preventivas como o autoexame bucal ajudam na identificação de alterações nos lábios, gengivas, língua e céu da boca diante do espelho. A observação frequente das estruturas orais e a palpação do pescoço permitem ao próprio paciente notar a presença de nódulos ou feridas persistentes. O acesso ampliado a consultas e exames por meio de planos odontológicos também facilita a procura regular por atendimento especializado. A integração entre a atenção pessoal e o acompanhamento profissional contínuo contribui para elevar os índices de cura no país.

@redehoje
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