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Saúde | Pneumologista orienta cuidados para prevenir alergias e doenças respiratórias no inverno

Ventilação dos ambientes, hidratação e limpeza adequada ajudam a reduzir o risco de crises respiratórias durante o inverno. Foto: Magnific/Divulgação.

Pneumologista orienta sobre medidas preventivas para reduzir casos de asma, rinite, sinusite, DPOC e infecções respiratórias durante o período de baixa umidade.

Da Redação da Rede Hoje

A queda das temperaturas e a redução da umidade do ar durante o inverno favorecem o agravamento de doenças respiratórias e quadros alérgicos. Nesse período, aumenta a procura por atendimento médico devido a crises de asma, rinite, sinusite, doença pulmonar obstrutiva crônica e infecções virais. Segundo especialistas, algumas medidas simples podem reduzir os riscos e contribuir para a prevenção dessas condições.

De acordo com o médico pneumologista Pedro Vilela, do Hospital Orizonti, a prevenção começa com cuidados adotados dentro de casa. Ele explica que, durante o inverno, muitas pessoas mantêm portas e janelas fechadas para evitar o frio, reduzindo a circulação do ar. Esse hábito favorece o acúmulo de poeira, além da proliferação de ácaros, fungos e vírus nos ambientes.

O especialista também alerta para os cuidados com agasalhos, cobertores e roupas de cama armazenados por longos períodos. Segundo ele, esses materiais podem acumular alérgenos capazes de desencadear crises em pessoas com predisposição a doenças respiratórias. Por isso, recomenda que essas peças sejam lavadas e secas ao sol antes do primeiro uso durante a estação.

Entre as orientações, está a ventilação diária dos ambientes, mesmo nos dias de temperaturas mais baixas. Abrir janelas durante algumas horas pela manhã ou no início da tarde permite a renovação do ar e a entrada de luz solar. Na limpeza da casa, a recomendação é utilizar panos úmidos para retirar a poeira de pisos e móveis, evitando o uso de vassouras e espanadores.

Cuidados

O tempo seco também exige atenção com a hidratação do organismo e dos ambientes. O uso de umidificadores pode ser adotado, mas o equipamento não deve permanecer ligado durante toda a noite em quartos fechados. Segundo o pneumologista, o excesso de umidade pode favorecer o aparecimento de mofo, agravando problemas alérgicos. Como alternativa, ele sugere o uso de uma toalha úmida ou de uma bacia com água no ambiente.

Apesar da redução da sensação de sede durante o inverno, a ingestão regular de água é importante para manter hidratadas as mucosas do nariz e da garganta. O médico também recomenda a lavagem nasal diária com soro fisiológico para remover impurezas e contribuir para a proteção das vias respiratórias. Outra orientação é manter o calendário de vacinação atualizado para reduzir o risco de complicações.

Pedro Vilela orienta que medicamentos, como descongestionantes nasais e xaropes caseiros, não sejam utilizados sem orientação médica. Segundo ele, o uso contínuo de descongestionantes pode provocar efeito rebote e aumentar a congestão nasal, além de apresentar outros riscos à saúde. Casos de tosse persistente, chiado no peito, febre ou falta de ar devem ser avaliados por um pneumologista para definição do tratamento adequado.

@redehoje
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