
Centro de Patrocínio, MG. Foto: arquivo Rede Hoje
Segundo o SBT News, a Polícia Federal apura a prática de crimes eleitorais na campanha de 2024.
Da Redação da Rede Hoje
A matéria da manhã de hoje do SBT News, assinada por Cézar Feitoza, revelou que Polícia Federal investiga suspeitas de crimes eleitorais na eleição municipal de 2024. O caso envolve a campanha que elegeu Gustavo Brasileiro para o cargo de prefeito. Um dos alvos do inquérito é Eduardo Abrunhosa, diretor do Instituto Mackenzie. Ele atuou como consultor durante o processo eleitoral do ano retrasado. O trabalho ocorreu a convite do pai do candidato, Roberto Brasileiro.
Investigadores apontam indícios de produção de conteúdo falso contra opositores políticos durante a disputa. As apurações indicam negociações para oferta de cargos públicos em troca de apoio. Registros mostram tratativas sobre pagamentos financeiros que não figuraram na prestação oficial. Para as autoridades policiais, os dados reunidos contêm fortes indícios de irregularidades eleitorais.
A reportagem explica que o consultor permaneceu na folha de pagamento do Mackenzie enquanto atuou em Patrocínio. Ele exerceu a função de coordenador de Memória, Cultura e Relações Comunitárias. Dois meses após a vitória do candidato, o profissional obteve uma promoção. Ele passou a ocupar o cargo de diretor de Administração na instituição. A promoção ocorreu no início do mandato do novo chefe do Executivo.
As apurações começaram após o rompimento entre o consultor e dois antigos aliados, revela a reportagem do SBT News, que complementa que a dupla alegou o descumprimento de acertos firmados durante o período de campanha. Os envolvidos registraram em cartório as mensagens trocadas por meio de aplicativo. O material reúne conversas mantidas com o consultor e o chefe de gabinete. Os documentos foram repassados para opositores, que os protocolaram na Polícia Federal.
Os colaboradores da campanha atuaram em frentes distintas durante a disputa eleitoral. Edvanei Cortes trabalhou na organização de mobilizações de rua ao longo da disputa. Igor José Lopes participou gravando entrevistas com acusações contra adversários políticos do candidato. As mensagens revelam cobranças financeiras iniciadas na própria data da votação oficial. Os pedidos envolviam valores combinados previamente entre as partes para as gravações.
Análises das conversas mostram cobranças contínuas referentes a ressarcimentos e nomeações para cargos. O motorista gravou vídeos de denúncias e alegou ter sofrido ameaças posteriores. Ele chegou a ser levado para outra localidade por algumas semanas. Tempos depois, em fevereiro de 2025, a dupla registrou os diálogos em cartório. Logo após o ato, um dos envolvidos conseguiu contratação na prefeitura.
O contratado assumiu a função de motorista no quadro de servidores públicos. Ele recebeu remuneração mensal no valor de 2,5 mil reais na função. Tempos depois, em julho do mesmo ano, acabou demitido do cargo. A saída ocorreu após a circulação de áudios com suspeitas de favoritismo. Os arquivos indicavam tentativas de beneficiar parentes em programa habitacional do governo.
Em depoimento prestado às autoridades, o motorista mudou a versão dos fatos. Ele negou a ocorrência de irregularidades nas conversas anexadas ao inquérito policial. Procurados pela reportagem, os dois ex-colaboradores preferiram não se manifestar sobre o assunto. As investigações da Polícia Federal continuam em andamento para esclarecer todos os pontos. A apuração busca identificar se houve repasse de verbas não declaradas.
Eduardo Abrunhosa nega
O diretor Eduardo Abrunhosa declarou que atuou de forma voluntária durante o pleito. Ele negou qualquer irregularidade na consultoria prestada ao candidato da cidade. Afirmou que as testemunhas prestaram depoimento e negaram a existência de crimes eleitorais. Declarou que os diálogos apresentados foram retirados do contexto original por opositores. Sustentou que sua promoção no cargo decorreu de qualificações técnicas e profissionais.
O Instituto Presbiteriano Mackenzie informou que não figura como alvo do inquérito. A entidade afirmou que não mantém relação com serviços prestados por funcionários. Esclareceu que as atividades privadas dos colaboradores ocorrem fora do âmbito institucional. Destacou que as nomeações para postos de gestão seguem critérios de integridade. A instituição ressaltou o cumprimento das normas legais vigentes em suas decisões.
A campanha contou com a participação do presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil. Roberto Brasileiro convidou o consultor devido à experiência do profissional em disputas. Ele preside a denominação religiosa há mais de duas décadas no país. O candidato começou a disputa em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto. Ao longo das semanas, a candidatura obteve crescimento até a vitória final, segundo apuração do jornalista do SBT News
A reportagem diz que a liderança religiosa consolidou espaço na gestão da instituição de ensino ao longo dos anos. Familiares e pessoas de confiança passaram a ocupar posições de relevância na estrutura. Entre os quadros estão diretores, consultores jurídicos e gestores em unidades hospitalares ligadas à igreja. Lideranças vindas do estado do Rio de Janeiro também ganharam espaço na administração. O dirigente presbiteriano optou por não concorrer a um novo mandato.
A apuração traz desdobramentos sobre a prestação de contas do pleito municipal. O SBT News divulgou as informações com base nos documentos e entrevistas colhidas. A reportagem ouviu pessoas ligadas às instituições envolvidas e aos órgãos de investigação. Os dados revelados indicam a existência de apurações sobre a movimentação de recursos. O caso segue sob análise das autoridades competentes no âmbito da Justiça.
As conversas anexadas ao processo passam por perícia técnica da Polícia Federal. Os investigadores buscam checar a autenticidade das mídias digitais entregues na denúncia inicial. O inquérito corre para esclarecer se houve descumprimento das regras de financiamento. Os envolvidos permanecem à disposição das autoridades para prestar novos esclarecimentos sobre os fatos. O desfecho da investigação depende da conclusão dos laudos técnicos periciais.
O espaço segue aberto para as manifestações de todos os citados na matéria. A cobertura jornalística acompanha os desdobramentos do caso junto aos órgãos competentes. Novos documentos e depoimentos devem integrar o inquérito ao longo dos próximos meses. As apurações tramitam nos órgãos judiciais para deliberação sobre o oferecimento de denúncia.
Acompanhe a seguir a nota oficial divulgada pelo governo municipal sobre o caso.
Posicionamento Oficial
“A Procuradoria-Geral do Município, a Assessoria de Integridade e Compliance e a Controladoria-Geral do Município informam que desconhecem a existência de qualquer inquérito policial, ação penal ou outro procedimento de natureza criminal envolvendo o Chefe do Poder Executivo Municipal ou o Município de Patrocínio.
A Administração Municipal atua com estrita observância aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Por essa razão, há como manifestar-se apenas e exclusivamente com base em informações e atos oficialmente constituídos, não sendo pertinente comentar rumores, fake news, especulações ou ilações desprovidas de confirmação por parte das autoridades competentes.
Secretaria Municipal de Comunicação e Imprensa
Prefeitura Municipal de Patrocínio“




