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Polêmica | Câmara Municipal vota, nesta terça, projeto que revoga leitura bíblica nas escolas para evitar ação na Justiça

Imagem de AS Photography por Pixabay

Proposição assinada pelo presidente da Câmara Nikolas Elias busca evitar ação na Justiça e adequar a legislação local; a anulação do texto impede a ocorrência de litígios formais movidos pelo Ministério Público contra o município

Da Redação da Rede Hoje

A Câmara Municipal vota nesta terça-feira o projeto de lei que revoga a Lei Municipal 5.812 de 2025. A norma em vigor dispõe sobre a leitura bíblica como recurso paradidático nas escolas públicas e particulares de Patrocínio. A iniciativa de cancelamento da regra surge em uma medida apresentada pela presidência do Poder Legislativo para deliberação do plenário. Os vereadores analisam a matéria para evitar que a legislação local sofra questionamentos jurídicos nos tribunais.

A proposição leva em consideração a existência de um procedimento na Coordenadoria de Controle de Constitucionalidade do Ministério Público. O órgão analisa a compatibilidade da lei com a Constituição Federal e sinaliza para uma futura declaração de inconstitucionalidade. Para a presidência, apresentar a revogação é um ato de “prudência e zelo com a ordem jurídica e administrativa”. A intenção manifestada na proposta é evitar o prolongamento de um debate que poderia culminar em litígio.

Orientação

O documento que justifica a anulação da lei é assinado pelo presidente da casa, vereador Nikolas Elias. No texto, ele registra que “a laicidade do Estado não seria um impedimento” para a permanência da obra nas salas. Ele defendeu que a Bíblia Sagrada possui “inegável valor histórico e cultural” para figurar como material de consulta nas bibliotecas. A presença do livro em acervos escolares serviria como recurso paradidático de pesquisa para os estudantes do município.

Contudo, diante da posição do Ministério Público estadual, a presidência considerou ser “um gesto de responsabilidade e cooperação institucional” acatar a orientação. A decisão de retirar a regra vigora para evitar custos e disputas judiciais desgastantes contra a gestão municipal. O texto classifica a revogação como “uma medida de cautela e boa gestão” no setor público de Patrocínio. O objetivo é assegurar a “segurança jurídica e a harmonia com os demais Poderes e instituições”.

Segurança

O presidente Nikolas Elias concluiu a justificativa afirmando que conta com o “discernimento e o apoio dos nobres pares” para a aprovação. Os parlamentares devem avaliar a matéria durante a reunião ordinária programada para esta terça-feira no plenário. A deliberação definirá o encerramento da aplicação das normas sobre a leitura do livro sagrado nas salas. A expectativa é pela tramitação do texto no formato apresentado pela mesa diretora da casa.

A alteração na legislação garante o cumprimento rigoroso dos entendimentos jurídicos que vêm se consolidando no país sobre o tema. A anulação do texto impede a ocorrência de litígios formais movidos por órgãos de fiscalização contra o município. Patrocínio adota a medida preventiva para sanar as inconsistências apontadas pela Coordenadoria de Controle de Constitucionalidade em seu parecer. A votação do projeto encerra o trâmite da regra nas escolas públicas e particulares locais.

@redehoje
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