
Exame de sangue permite identificar os níveis de colesterol e triglicérides no organismo. Foto: Magnific
Doença apresenta origem predominantemente genética e exige acompanhamento médico com exames periódicos
Da Redação da Rede Hoje
O colesterol elevado constitui um dos principais fatores de risco para a ocorrência de infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais no país. A alteração no metabolismo de gorduras no sangue, conhecida tecnicamente como dislipidemia, não apresenta sintomas perceptíveis no organismo humano. A identificação dos níveis alterados da substância depende exclusivamente da realização de exames de sangue periódicos solicitados durante avaliações de rotina na rede de saúde pública municipal.
A predisposição genética figura como a causa primária para a elevação dos índices de colesterol nos pacientes diagnosticados. Fatores associados ao estilo de vida, como alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade e tabagismo, também influenciam o surgimento da condição. Doenças como o hipotireoidismo e o uso de determinados medicamentos contribuem para o agravamento do quadro clínico. Indivíduos com histórico familiar ou fatores de risco devem realizar a investigação laboratorial regularmente.
O tratamento medicamentoso para o controle da dislipidemia apresenta comprovação científica de segurança e eficácia ao longo dos anos. Por tratar-se de uma condição de caráter crônico, a interrupção do uso dos remédios provoca o retorno da elevação dos níveis de gordura na corrente sanguínea. O acompanhamento médico contínuo define a manutenção do tratamento ao longo do tempo para prevenir complicações decorrentes da falta de controle da taxa sanguínea.
A adoção de hábitos saudáveis integra as recomendações necessárias para a prevenção de complicações cardiovasculares graves. A prática regular de atividades físicas, a melhoria na qualidade do sono e a alimentação equilibrada auxiliam na manutenção da saúde geral dos indivíduos. Em pacientes mais jovens e sem outros fatores de risco associados, as alterações na rotina diária podem ser suficientes para estabilizar os parâmetros indicados nos exames clínicos.
Tratamento
Nos casos em que o paciente apresenta taxas extremamente elevadas ou comorbidities associadas, como a hipertensão arterial, torna-se obrigatória a associação entre medicamentos e mudanças de hábitos. A combinação das estratégias garante o controle efetivo dos índices e reduz a incidência de eventos graves na população. O diagnóstico precoce obtido por meio de exames laboratoriais permanece como o método mais seguro para orientar a conduta terapêutica adequada.
Fonte: HC-UFMG/HU Brasil




