
Equipe veterinária do Centro de Controle de Zoonoses realiza atendimento e exames em cão macho recolhido em situação de rua na área do lixão municipal. Foto: Divulgação/Secretaria Municipal de Meio Ambiente
Animal teve um rim retirado por cirurgia após confirmação do parasito raro, mas o outro órgão manteve funcionamento adequado e permitiu a recuperação
Da Redação da Rede Hoje
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, identificou e tratou um caso de parasitose em um cão macho recolhido em situação de rua na área do lixão municipal em Patrocínio, MG. O atendimento foi realizado pela equipe veterinária do serviço, que encontrou um verme de grande porte em região próxima ao aparelho reprodutor do animal. Exames complementares confirmaram se tratar do verme gigante do rim, ocorrência considerada rara em cães. Um dos rins do animal estava bastante comprometido e precisou ser retirado por meio de cirurgia. A avaliação veterinária indicou que o outro rim funcionava de forma adequada, o que permitiu a recuperação do cão.
O caso foi detectado durante os cuidados de rotina prestados ao animal após o recolhimento. A equipe do Centro de Controle de Zoonoses procedeu aos exames necessários para confirmar a presença do parasito e avaliar o estado dos órgãos. A cirurgia de retirada do rim comprometido foi realizada como parte do tratamento indicado. O acompanhamento posterior mostrou que o rim restante sustentava as funções do organismo de maneira suficiente. O animal recebeu os cuidados veterinários previstos para a situação identificada.
O Centro de Controle de Zoonoses mantém atuação contínua voltada ao atendimento dos animais recolhidos pelo serviço. A unidade realiza acompanhamento veterinário, exames e tratamentos de acordo com cada caso. A identificação precoce do problema no cão em questão resultou da avaliação feita durante os procedimentos de rotina. O serviço atua no cuidado e na proteção dos animais atendidos, aplicando as medidas necessárias conforme as condições apresentadas. O tratamento do verme gigante do rim integrou as ações desenvolvidas pela equipe responsável.
A presença do parasito foi confirmada após a realização dos exames complementares solicitados pela equipe veterinária. O verme de grande porte localizado próximo ao aparelho reprodutor levou à investigação mais detalhada do estado de saúde do cão. O comprometimento de um dos rins exigiu a intervenção cirúrgica para a retirada do órgão afetado. A função preservada do rim restante foi considerada adequada para a continuidade do processo de recuperação. O animal permaneceu sob cuidados do Centro de Controle de Zoonoses ao longo do tratamento.
Acompanhamento veterinário
O trabalho desenvolvido pelo Centro de Controle de Zoonoses inclui o acompanhamento dos animais recolhidos em diferentes situações. A avaliação realizada no cão macho permitiu localizar o problema e indicar as medidas de tratamento cabíveis. Os exames e a cirurgia integraram o conjunto de procedimentos aplicados ao caso. A recuperação do animal foi possível em razão do funcionamento adequado do rim que permaneceu. O serviço mantém a rotina de atendimento voltada às necessidades identificadas em cada animal.
O Centro de Controle de Zoonoses continua a desenvolver ações de cuidado e proteção dos animais sob sua responsabilidade. A equipe veterinária aplica exames e tratamentos conforme as situações apresentadas pelos animais recolhidos. O caso do cão com verme gigante do rim exemplifica a aplicação dessas medidas de acompanhamento. O órgão responsável pelo serviço registra a realização dos procedimentos necessários para cada atendimento. A atuação permanece orientada ao bem-estar dos animais que passam pelo centro.
Perigos e Prevenção: Verminose Renal (Dioctophyme renale)
A dioctofimose, popularmente conhecida como a infecção pelo verme gigante do rim, é uma zoonose grave que pode afetar cães, gatos e, eventualmente, seres humanos. O principal perigo reside no caráter silencioso da doença, na qual o parasita destrói progressivamente o tecido renal do hospedeiro, podendo levar à perda total do órgão afetado, falência renal e até à morte. A contaminação de animais e humanos não ocorre por contato direto com o cão infectado, mas sim pela ingestão de água não tratada ou de hospedeiros intermediários cruis ou mal cozidos, como peixes de água doce, rãs e vermes aquáticos (onde as larvas do parasita se alojam).
Para prevenir a doença, é fundamental evitar o consumo de peixes ou anfíbios crus, consumir apenas água potável ou fervida e impedir que animais domésticos tenham acesso a lixões, águas estagnadas ou alimentos crus e sem procedência.




