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Julgamento: Integrante da torcida Máfia Azul condenado a 67 anos de prisão por ataques e homicídio

A juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva fixou a pena total em 67 anos de reclusão e estabeleceu o cumprimento inicial em regime fechado. Foto: Cecília Pederzoli / TJMG

Decisão do Tribunal do Júri responsabiliza réu por homicídio e seis tentativas de homicídio ocorridos em emboscada

Da Redação da Rede Hoje

Um integrante da torcida organizada Máfia Azul foi condenado na quarta-feira, dia 12 de agosto de 2026, pela morte de um torcedor rival e por seis tentativas de homicídio. O réu Samuel Paixão de Souza recebeu a pena de 67 anos de prisão. Ele é o quarto acusado condenado pelo Tribunal do Júri no âmbito deste processo criminal. Os crimes foram praticados durante uma emboscada promovida por membros da torcida Máfia Azul contra um ônibus que transportava integrantes de uma organização de torcedores do Atlético.

O 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte responsabilizou o acusado por um homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento também resultou na condenação por uma tentativa de homicídio qualificada por esses mesmos três critérios. Além disso, foram contabilizadas outras cinco tentativas de homicídio qualificadas por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa. Toda a fundamentação jurídica considerou as provas e depoimentos colhidos ao longo das investigações.

A juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva fixou a pena total em 67 anos de reclusão e estabeleceu o cumprimento inicial em regime fechado. Diante da ausência do réu na sessão de julgamento, a magistrada expediu o mandado de prisão correspondente. Durante os trabalhos do júri, o Ministério Público de Minas Gerais sustentou integralmente os termos descritos na denúncia formal. Os promotores atuantes defenderam a condenação do acusado pelos atos ilícitos cometidos no episódio violento.

A defesa do réu solicitou a desclassificação de todos os delitos alegando a ausência de intenção de cometer o crime. Em caráter alternativo, os advogados pleitearam o reconhecimento da desistência voluntária e a retirada das qualificadoras relacionadas às tentativas de homicídio. O crime ocorreu em 28 de novembro de 2021, na região do Barreiro. Os agressores utilizaram bombas, pedras, barras de ferro e pedaços de madeira para atacar o coletivo com os torcedores rivais.

Processo

Pelo menos nove pessoas sofreram ferimentos durante a emboscada registrada naquela data. Um jovem atingido com gravidade não resistiu aos ferimentos e faleceu dois dias após o ataque. Em julho de 2026, outros três réus identificados como Riquelme Enderson Ribeiro da Silva, Luiz Gustavo da Silva Veloso e Pedro Henrique Coimbra Braga foram julgados novamente pelo júri popular. As penas aplicadas individualmente aos três acusados foram fixadas em 48 anos e seis meses, 24 anos e 20 anos.

Esses três réus já haviam enfrentado o Tribunal do Júri anteriormente, mas as sessões foram anuladas devido a irregularidades processuais reconhecidas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O processo criminal que trata especificamente das acusações imputadas a Samuel Paixão de Souza tramita no Poder Judiciário sob o número 5076641-24.2026.8.13.0024. As decisões tomadas visam encerrar as etapas de julgamento dos envolvidos na emboscada ocorrida no Barreiro.

@redehoje
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