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Agricultura | Com 20 anos de lei, diversificação da agricultura familiar impulsiona a economia em todo o país

Produtores rurais trabalhando no cultivo de alimentos em pequena propriedade. Foto: gettyimages

Atividades englobam cafeicultura, pecuária de leite, lavoura branca e assentamentos; legislação contribuiu para criar e consolidar programas públicos de crédito e compras de alimentos.

Da Redação da Rede Hoje

A Câmara dos Deputados realizou uma sessão solene para celebrar os 20 anos da Lei da Agricultura Familiar. O evento reuniu parlamentares, representantes do governo federal e lideranças de entidades rurais no plenário da Casa. A legislação definiu conceitos e diretrizes para a Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. O texto legal contribuiu para criar e consolidar programas públicos de crédito e de compras de alimentos. O Conselho Nacional do Café reafirmou o compromisso com os produtores familiares e com as políticas do setor.

A agricultura familiar no Brasil vai além da cafeicultura e abrange diversos setores para o abastecimento. A produção de leite representa uma das principais fontes de renda diária para pequenos produtores rurais. O segmento garante o sustento das famílias e movimenta a economia de vários municípios do país. A atividade exige dedicação constante no manejo do rebanho e na melhoria do produto final. O apoio técnico e o cooperativismo fortalecem a cadeia produtiva do leite no mercado nacional.

O cultivo da chamada lavoura branca integra a base alimentar e econômica das propriedades rurais. As culturas do milho, feijão e mandioca são os principais itens produzidos nesse sistema agrícola. Essa produção garante a segurança alimentar da população e gera excedentes para a comercialização. Os pequenos agricultores utilizam técnicas tradicionais aliadas a novas tecnologias para aumentar a produtividade. O fortalecimento dessas culturas contribui para a sustentabilidade e a diversificação das propriedades do campo.

Os assentamentos rurais desempenham papel fundamental na organização e expansão da agricultura familiar. As comunidades organizadas produzem alimentos variados e promovem o desenvolvimento social nas áreas rurais. Nesses locais, as famílias desenvolvem projetos integrados de hortifrutigranjeiros, pecuária e culturas de grãos. A organização em associações e cooperativas facilita o acesso ao crédito e mercados consumidores. A estrutura produtiva dos assentamentos consolida a permanência da população no campo com dignidade.

Políticas públicas

O acesso às políticas públicas de financiamento possibilita o avanço tecnológico nas pequenas propriedades rurais. O Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar garante recursos para aquisição de máquinas e insumos. A assistência técnica continuada orienta os produtores na aplicação de boas práticas ambientais e agrícolas. Os programas governamentais de compra de alimentos estimulam a comercialização de assentamentos e pequenos sítios. Essas ações reduzem os custos operacionais e aumentam a margem de lucro das famílias.

A integração entre os diferentes segmentos fortalece a economia regional e reduz riscos da atividade. A combinação da pecuária de leite com a lavoura branca garante receitas em diferentes períodos. A sucessão familiar ganha força quando as novas gerações encontram viabilidade econômica nas propriedades. O cooperativismo atua como elo central na distribuição e agregação de valor aos produtos. A diversificação no campo consolida a agricultura familiar como pilar do desenvolvimento do país.

O futuro do setor depende de investimentos contínuos em infraestrutura, conectividade e capacitação no campo. A modernização dos processos produtivos atrai os jovens e melhora a gestão das propriedades. A preservação dos recursos naturais caminha junta com o aumento da eficiência nas áreas. O reconhecimento da sociedade sobre a importância do produtor estimula o consumo de alimentos. A união dos segmentos fortalece a cadeia agropecuária e garante o abastecimento de comida.

Setor cafeeiro

O setor do café ocupa a terceira posição no ranking do Valor Bruto da Produção. Na balança comercial do país, o produto aparece como o sexto item em exportação. O Conselho Nacional do Café atuou para incluir o Ministério do Desenvolvimento Agrário no conselho. A presença do secretário nacional de agricultura familiar fortaleceu o diálogo nas reuniões da entidade. A medida ampliou a participação da categoria na formulação de diretrizes para a atividade.

A relevância da agricultura familiar na produção cafeeira apresenta números expressivos na economia do país. Dados da Embrapa Café indicam que até 81% dos estabelecimentos cafeeiros são pequenos e familiares. Essa parcela de produtores responde por cerca de 38% de toda a produção nacional de café. O Censo Agropecuário do IBGE apontou a existência de 312 mil estabelecimentos produtores no país em 2017. O café representa cerca de 118 bilhões de reais no Valor Bruto da Produção agropecuária do Brasil.

O fortalecimento das famílias produtoras rurais também ocorre por meio do sistema cooperativista nacional. Atualmente, 97 cooperativas brasileiras respondem por cerca de 65% da produção de café nacional. As entidades facilitam o acesso à assistência técnica, capacitação, tecnologias, crédito e comercialização. Para Silas Brasileiro, valorizar o segmento garante a permanência das famílias no campo com segurança. A entidade celebra a contribuição das famílias rurais para o desenvolvimento econômico do país.

@redehoje
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