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Cuidados | Morte de criança por engasgo em escola de Minas reforça alerta sobre primeiros socorros

Pessoa realizando manobra de primeiros socorros para desobstrução de vias aéreas em uma emergência. Foto: Freepik

Texto explica procedimentos indicados para situações de obstrução respiratória em adultos e bebês

Da Redação da Rede Hoje

A morte de uma criança de sete anos após passar mal durante o almoço em uma escola de Ribeirão das Neves, MG, trouxe atenção para a necessidade de saber agir diante de engasgos. A ocorrência mostra que identificar os sinais de bloqueio respiratório e aplicar ações corretas é fundamental para o socorro inicial. A professora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Fernanda Savoi, detalhou os passos adequados para identificar o problema e quais procedimentos adotar até o socorro chegar. O fato reforça a relevância do conhecimento público sobre o tema.

A docente informa que a primeira medida é manter a calma e identificar se o fluxo de ar está totalmente bloqueado. Caso a vítima consiga tossir ou falar, o texto indica que há passagem de ar e a orientação é incentivar a tosse contínua. Quando a pessoa não consegue emitir sons, apresenta cor azulada na pele ou leva as mãos ao pescoço, o caso é tratado como obstrução grave. Para estes cenários de maior gravidade, a recomendação informada é alternar batidas nas costas com compressões na região do abdômen.

Em bebês menores de um ano, os procedimentos divulgados pela profissional de saúde seguem um protocolo diferente. A criança deve ser apoiada de bruços no braço com a cabeça mais baixa que o tronco para a aplicação de cinco toques nas costas. Em seguida, a orientação é realizar cinco compressões no centro do peito, mantendo a sequência até a desobstrução. A publicação ressalta que compressões abdominais não devem ser feitas em bebês devido ao risco de lesões em órgãos internos.

A profissional alerta que práticas populares não devem ser aplicadas durante o atendimento de emergência às vítimas. Oferecer líquidos, sacudir o indivíduo, provocar vômito ou tentar levantar a pessoa à força são condutas apontadas como perigosas. A docente afirma que intervenções incorretas podem piorar o quadro do paciente antes da chegada de apoio médico. A recomendação passada é manter a atenção durante os momentos de alimentação para evitar os acidentes.

O acompanhamento constante das refeições de crianças e idosos é apontado pelo texto como medida preventiva essencial. Saber aplicar o protocolo de socorro preliminar reduz complicações até a chegada da equipe de saúde competente. As informações repassadas pela docente visam orientar a conduta correta em episódios de sufocamento acidental. A identificação rápida dos sintomas diminui os riscos durante a prestação de auxílio inicial. O atendimento especializado deve ser acionado logo no início da ocorrência para garantir o suporte.

Calma e observação

A manutenção da calma e a observação atenta dos sinais determinam a técnica correta a ser empregada. A publicação reforça que o foco principal deve ser a desobstrução rápida das vias respiratórias. O respeito aos limites físicos de cada faixa etária impede agravamentos provocados por força excessiva. As orientações visam padronizar o auxílio prestado por leigos em momentos de urgência doméstica ou escolar. A busca por auxílio profissional imediato permanece como prioridade absoluta em todos os casos relatados.

@redehoje
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