
Equipes de resgate enfrentam sérias dificuldades para acessar áreas destruídas pela água. Crédito: Sreprodução redes sociais
Desastre natural destruiu vilarejos e comprometeu a infraestrutura de estradas na região de fronteira.
Da Redação da Rede Hoje
Uma inundação repentina e devastadora atingiu a região de fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. A tragédia deixou ao menos 100 mortos e 844 pessoas desaparecidas até o momento, conforme dados divulgados pelo ICL Notícias. Vilas inteiras acabaram destruídas pelas águas, enquanto as equipes de resgate enfrentam extremas dificuldades para alcançar as áreas mais isoladas.
Entre os desaparecidos na região estão 341 cidadãos estrangeiros, segundo informações confirmadas pelo Conselho de Turismo do Nepal. O Exército nepalês mobilizou tropas para atuar na emergência e conseguiu resgatar 88 pessoas das zonas de risco. O impacto das águas provocou destruição maciça em habitações e na infraestrutura viária local.
Imagens divulgadas mostram veículos sendo arrastados pela forte correnteza e uma ponte de metal destruída pelas águas do rio Bhote Koshi. O distrito montanhoso de Rasuwa figura entre os locais mais afetados pelo desastre. A severidade da destruição na área impediu inclusive o pouso de helicópteros enviados para o socorro.
Tragédia

No condado de Gyirong, localizado no Tibete, um deslizamento de terra atingiu a passagem fronteiriça entre os dois países. Entre os trabalhadores afetados estão oito sul-coreanos que atuavam em uma usina hidrelétrica regional. Segundo a agência chinesa Xinhua, o deslizamento comprometeu o fornecimento de energia e as rotas de comunicação.
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, informou que forças policiais e militares foram totalmente mobilizadas para intensificar as buscas. As causas exatas que provocaram a inundação repentina ainda estão sob investigação pelas autoridades competentes. A prioridade imediata das equipes de emergência concentra-se na localização e no atendimento aos sobreviventes.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil não emitiu manifestação oficial sobre a presença de brasileiros entre as vítimas. O acompanhamento da situação na fronteira asiática segue sendo realizado pelas autoridades diplomáticas e de salvamento. A região permanece sob alerta devido aos estragos causados na rede de transporte e suprimentos.





