
Da Redação da Rede Hoje
Disparo de seguidores e ofensiva no TSE
O candidato Augusto Cury (Avante) entrou no centro de uma controvérsia eleitoral ao somar 2,24 milhões de novos seguidores no Instagram em apenas cinco dias após o debate da Band. O salto atípico — que levou o perfil de 8,3 milhões para mais de 10,5 milhões de inscritos e colocou o escritor atrás apenas de Dolly Parton no ranking global de ganho de público — acendeu o sinal de alerta e mobilizou as equipes de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Os comitês adversários denunciam o surgimento massivo de novos seguidores durante as madrugadas, buscas incomuns no exterior e a proliferação de vídeos apócrifos sem a imagem do candidato. Diante dos indícios de robôs e automação clandestina, auditorias jurídicas analisam acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com representações por propaganda irregular e abuso do poder econômico.
Por outro lado, o marqueteiro Sérgio Lima rechaçou as acusações de disparo artificial, assegurando que mais de 96% da base é brasileira e desafiando o TSE e a Meta a auditarem os dados da conta. O especialista atribuiu a arrancada à ativação orgânica dos leitores do escritor e informou ter investido cerca de R$ 20 mil em impulsionamentos oficiais. Apesar do alarde virtual e do debate na imprensa nacional (com destaques no Brasil 247, ICL Notícias, Fórum, g1 e Itatiaia), a explosão nas redes sociais contrasta com a estagnação nas pesquisas de intenção de voto. Na última pesquisa promovida pelo instituto Datafolha, o postulante aparece estagnado com apenas 2% da preferência do eleitorado nacional.
Julgamentos de registros e controle de propaganda
A semana eleitoral começou com movimentações decisivas no Plenário do Tribunal Superior Eleitoral, que iniciou a análise formal dos pedidos de registro das candidaturas à Presidência da República. Em uma das decisões proferidas durante o fim de semana, a Justiça Eleitoral determinou a suspensão de inserções de propaganda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que classificavam o senador Flávio Bolsonaro (PL) de “funcionário fantasma”. A Corte atendeu a pedido da defesa do congressista, considerando que a veiculação ultrapassou os limites do debate eleitoral ao atribuir irregularidade sem condenação definitiva.
Simultaneamente, o julgamento referente ao registro de candidatura de Renan Santos (Missão) foi adiado após pedido de vista no tribunal, onde se avalia uma possível inegibilidade por irregularidade na prestação de contas de exercício anterior. Nos bastidores de segurança do pleito, o TSE já autorizou o envio de tropas federais para garantir a ordem nas votações em cinco estados: Acre, Ceará, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. As decisões do tribunal buscam disciplinar a disputa antes do início do esforço concentrado de votações no Congresso Nacional.
Acirramento nas pesquisas de intenção de voto
O cenário de primeiro e segundo turno aponta para um acirramento direto entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com a vantagem numérica do atual presidente dentro da margem de erro nos levantamentos mais recentes. No levantamento do instituto PoderData, Lula aparece com 38% das intenções de voto contra 35% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. A sequência é completada por Ronaldo Caiado (4%), Renan Santos (4%), Augusto Cury (4%), Pablo Marçal (3%) e Romeu Zema (2%). Em uma simulação de segundo turno no mesmo estudo, Lula registra 45% ante 44% do pré-candidato do PL, caracterizando empate técnico.
Pesquisa divulgada pelo AtlasIntel indica tendência semelhante no segundo turno, colocando o presidente com 47,1% das intenções de voto contra 42,6% do senador Flávio Bolsonaro. A sondagem aponta que Lula também manteria vantagem nos confrontos diretos simulados contra Ronaldo Caiado (46,6% a 41%), Romeu Zema (47% a 40,7%) e Renan Santos (47,5% a 26%). Com o afunilamento das campanhas e o início das transmissões em rádio e televisão, os comitês intensificam viagens pelo país para buscar o eleitorado indeciso.
Regulação digital e articulações partidárias
A escalada da disputa no ambiente virtual levou os ministros da Corte Eleitoral a reforçarem as diretrizes sobre o uso de inteligência artificial e impulsionamento pago nas campanhas de 2026. O tribunal estabeleceu que a omissão de sinalização em conteúdos sintetizados ou gerados por algoritmos poderá acarretar a cassação do registro do candidato responsável. A medida visa conter a proliferação de montagens e deepfakes que visem desestabilizar adversários nas semanas que antecedem o pleito. A fiscalização atuará em canal direto com os provedores de aplicação e redes sociais.
Enquanto a Justiça fixa as regras do jogo, os comandos partidários aceleram o repasse de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para as candidaturas estaduais e federais. O alinhamento dos palanques estaduais busca fortalecer a penetração dos presidenciáveis nos maiores colégios eleitorais do país, com especial atenção ao Sudeste e Nordeste. A expectativa dos analistas políticos é de que a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão altere a dinâmica atual das pesquisas de intenção de voto.
Da Redação da Rede Hoje, com informações da imprensa local, regional e nacional




