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Bomba | Mendonça retira sigilo e envia caso Vorcaro-Moraes ao plenário do STF

Análise dos novos elementos da PF sobre o ex-banqueiro será presencial e pública.

Da Redação da Rede Hoje

O ICL Notícias informa que o ministro André Mendonça retirou nesta terça-feira, 1º de setembro, o sigilo da investigação sobre a relação entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O relator declarou ser inevitável levar para a análise do plenário do STF as novas informações encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro. A medida foi adotada um dia após ter sido concedido o prazo de 5 dias para a manifestação da Procuradoria-Geral da República. O encaminhamento ao plenário ocorrerá independentemente do posicionamento que venha a ser adotado pela instituição ministerial.

O ministro determinou que o julgamento do processo ocorra de forma totalmente pública e transparente durante uma sessão presencial do órgão. A definição da data oficial para a realização desse julgamento no plenário caberá ao presidente do STF. Os documentos tornados públicos incluem mensagens e registros diversos localizados no aparelho celular do investigado com referências a autoridades. Na segunda-feira, 31 de agosto, prazo para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, havia sido aberto para a avaliação do material apresentado pelos investigadores federais.

Para fundamentar a decisão de abertura dos autos, o relator invocou o interesse público no acesso aos dados do processo de investigação. Ele afirmou que a Constituição impede a manutenção do segredo quando a medida prejudica o direito da sociedade de conhecer atos do Judiciário.Diante da inevitável forma e do local de deliberação, o magistrado considerou imperativo o imediato levantamento do sigilo das informações constantes nos autos. Na parte final de seu despacho, o integrante da Corte ordenou diretamente a liberação total dos dados mantidos sob reserva.

Nova apuração

No texto do despacho, o relator recuperou a hipótese investigativa apresentada pelos agentes federais a respeito das ações do ex-banqueiro. A Polícia Federal encontrou indícios de que o investigado teria montado uma estrutura de monitoramento e influência na administração pública. Segundo os dados coletados, essa rede apresentava potencial de infiltração nas instâncias superiores de diversas instituições nacionais. A estrutura daria acesso antecipado a informações sigilosas para orientar decisões do grupo empresarial perante o avanço de procedimentos oficiais.

As mensagens extraídas do telefone indicam que o empresário teve ciência prévia sobre investigações criminais e apurações do Banco Central do Brasil. A Polícia Federal também identificou menções a pedidos de intervenção junto a autoridades que participavam dessas decisões. Os novos elementos foram organizados em um relatório composto por 218 páginas e entregue em 27 de agosto. O documento detalha comunicações referentes a ministros, contratos com escritórios, encontros presenciais, além de menções ao procurador-geral da República e ao diretor da corporação.

@redehoje
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