
Alexandre Costa
“Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.” Gálatas 6:2
Vivemos em um tempo em que muitas pessoas aprenderam a dizer “está tudo bem” mesmo quando, por dentro, não está. Aprendemos a esconder o cansaço, disfarçar a tristeza e seguir em frente como se fôssemos capazes de resolver tudo sozinhos. Mas a Palavra de Deus nos apresenta um caminho diferente. Paulo nos ensina: “Levai as cargas uns dos outros.” Deus não nos criou para atravessar a vida sozinhos.
Existem momentos em que a carga fica pesada demais para uma pessoa carregar sozinha. E talvez seja justamente por isso que Deus coloca pessoas em nosso caminho. Um amigo, um familiar, alguém da igreja, uma pessoa que simplesmente percebe que alguma coisa não está bem e decide se aproximar. Às vezes, não precisamos de alguém que tenha todas as respostas; precisamos de alguém que tenha disposição para permanecer ao nosso lado.
Jesus fez isso muitas vezes. Ele parava diante de quem sofria, ouvia quem era ignorado, tocava quem havia sido rejeitado e se aproximava de pessoas que a sociedade preferia manter à distância. Jesus não tratava a dor humana com indiferença. Ele cuidava de pessoas. E, ao nos ensinar a amar, também nos ensina a cuidar.
Talvez hoje você seja aquele que precisa de alguém para ajudar a carregar sua carga. Não tenha vergonha de dizer que não está bem. Não pense que pedir ajuda significa falta de fé. A fé não nos ensina a fingir que somos fortes o tempo todo; ela nos ensina a confiar em Deus e também a reconhecer que precisamos uns dos outros. Converse com alguém em quem você confia. Procure ajuda. Permita que alguém caminhe com você. Deus também pode cuidar de você através das mãos, das palavras e da presença de outras pessoas.
Por outro lado, pode ser que você seja justamente a pessoa que precisa perceber alguém. Talvez exista alguém perto de você que esteja sofrendo em silêncio. Alguém que mudou seu comportamento, que está mais quieto, mais distante, mais cansado ou que já não demonstra a mesma alegria. Não espere necessariamente que essa pessoa peça socorro. Aproxime-se. Pergunte como ela está. E, principalmente, esteja disposto a ouvir.
Neste Setembro Amarelo, precisamos aprender novamente a olhar para as pessoas como Jesus olhava. Provavelmente não consigamos resolver a dor de alguém, mas podemos impedir que essa pessoa atravesse a dor sozinha. Podemos oferecer presença, escuta, oração, amizade e, quando necessário, ajudá-la a buscar apoio profissional.
Porque levar a carga uns dos outros é mais do que um conselho. É uma expressão prática do amor de Cristo.




