
Medicamento granulado facilita a administração em pacientes infantis. Foto: GettyImages
Nova formulação do Ministério da Saúde atende crianças de três a doze anos com foco na cura precoce
Da Redação da Rede Hoje
O Ministério da Saúde oficializou a incorporação de uma nova modalidade de tratamento para a hepatite C crônica voltada ao público infantil. A medida contempla especificamente crianças com idade entre três anos completos e menores de doze anos em todo o território nacional brasileiro. O medicamento aprovado consiste na combinação de sofosbuvir duzentos miligramas e velpatasvir cinquenta miligramas em formato de grânulos para ingestão. A decisão foi ratificada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS após análises técnicas publicadas no Diário Oficial. Esta nova apresentação visa facilitar a aceitação por parte de pacientes que apresentam dificuldades mecânicas para engolir comprimidos comuns.
A hepatite C é descrita como uma patologia silenciosa que compromete as funções do fígado de forma progressiva e crônica em humanos. O tratamento imediato e oportuno em crianças evita que a infecção evolua para quadros graves de cirrose ou câncer na fase adulta. O Sistema Único de Saúde já disponibiliza mecanismos de diagnóstico gratuito e tratamentos diversos para os tipos conhecidos de hepatite. Com o uso correto dos fármacos modernos a doença apresenta altos índices de cura definitiva e controle dos danos biológicos. A oferta da versão granulada qualifica o cuidado oferecido pelo sistema público e garante adesão terapêutica necessária para o sucesso.
Até o momento a falta de formulações farmacêuticas adequadas para a pediatria dificultava o início precoce da terapia no país de origem. O atraso no tratamento gerava riscos evitáveis à saúde dos menores e sobrecarregava as etapas futuras de assistência médica especializada em oncologia. Agora o governo busca oferecer um medicamento considerado seguro e eficiente para eliminar o vírus ainda durante o período da infância básica. O protocolo estabelecido prevê um ciclo de tratamento com duração de doze semanas consecutivas com administração de dose única diária. O fármaco apresenta espectro genotípico amplo para combater as diferentes variações do vírus da hepatite C identificadas em circulação.
Inovação e prevenção
A apresentação granulada possui menos efeitos colaterais reportados em comparação aos métodos terapêuticos utilizados anteriormente em protocolos de saúde pública local. O objetivo central da coordenação de vigilância das hepatites virais é erradicar a transmissão e os agravos da doença em pacientes jovens. Garante-se desta forma que todas as crianças brasileiras tenham acesso equitativo aos tratamentos mais modernos disponíveis na medicina mundial contemporânea atual. A facilidade de ingestão é um fator determinante para que o cronograma medicamentoso não seja interrompido pelos responsáveis durante o tratamento. A tecnologia farmacêutica aplicada permite que o medicamento seja misturado a alimentos pastosos para facilitar o consumo pelas crianças atendidas.
A implementação desta nova tecnologia no sistema público faz parte das metas de eliminação de hepatites virais estabelecidas por organismos internacionais. O Ministério da Saúde planeja a distribuição do medicamento para as unidades de referência nos estados e municípios de forma escalonada. Profissionais de saúde receberão orientações técnicas para a prescrição correta e o acompanhamento clínico dos pacientes beneficiados pela nova medida governamental. O monitoramento constante da resposta ao tratamento será realizado para validar a eficácia da medicação em grânulos nas diferentes regiões. Espera-se que a adesão aumente significativamente com a substituição dos comprimidos pela nova forma física de apresentação do remédio.
Os exames para detecção da hepatite C continuam sendo ofertados nas unidades básicas de saúde para toda a população residente no país. O diagnóstico precoce é fundamental para que a criança seja encaminhada rapidamente para o início da nova terapia granulada disponível. Pais e responsáveis devem manter o cartão de vacinação e os exames de rotina atualizados para identificar possíveis infecções virais assintomáticas. A incorporação tecnológica representa um avanço na segurança do paciente pediátrico e na eficiência do gasto público com saúde preventiva básica. A cura da hepatite C na infância reduz drasticamente a necessidade de transplantes de fígado e tratamentos complexos no futuro.
As diretrizes clínicas para o tratamento da hepatite C em crianças foram atualizadas para incluir o uso dos antivirais de ação direta. O processo de aquisição centralizada pelo Ministério da Saúde garante a sustentabilidade do fornecimento do medicamento sofosbuvir e velpatasvir para o SUS. A inclusão desta tecnologia reflete o compromisso com a modernização das políticas de assistência farmacêutica para grupos vulneráveis da sociedade brasileira atual. Os dados epidemiológicos serão utilizados para avaliar o impacto da medida na redução da prevalência da doença em longo prazo. A publicação no Diário Oficial encerra a fase de análise e inicia o cronograma de disponibilização efetiva na rede pública.






