
Alexandre Costa
“Não é este o carpinteiro, filho de Maria…? E escandalizavam-se nele.” Marcos 6:3
Jesus voltou à sua cidade natal. Ali, onde todos pensavam conhecê-Lo, Ele foi reduzido a rótulos: profissão, origem familiar, parentesco. Para aquelas pessoas, Jesus não poderia ser mais do que aquilo que seus olhos naturais alcançavam. O resultado foi o escândalo — não porque Ele fez algo errado, mas porque Sua verdadeira identidade confrontava as expectativas limitadas deles.
Esse texto nos ensina algo profundo sobre identidade. A identidade de Jesus não era definida pela opinião das pessoas, pelo passado conhecido ou pela familiaridade humana. Ele não deixou de ser o Filho de Deus porque foi chamado de carpinteiro. Ele não perdeu Sua missão porque tentaram diminuí-Lo. Sua identidade estava firmada no Pai, não no reconhecimento dos homens.
Quantas vezes acontece o mesmo conosco? Somos tentados a acreditar que somos apenas aquilo que dizem sobre nós: “o filho de…”, “o profissional comum”, “o que sempre foi assim”. Quando aceitamos esses rótulos, corremos o risco de nos escandalizarmos com o chamado de Deus para nossa própria vida. O maior inimigo da identidade não é o ataque externo, mas a aceitação interna daquilo que não vem de Deus.
Jesus seguiu em frente, mesmo sendo rejeitado por quem mais esperava aceitá-Lo. Ele nos mostra que maturidade espiritual é saber quem somos em Deus, mesmo quando ninguém ao redor reconhece isso.
Sua identidade está baseada no que Deus diz a seu respeito ou no que as pessoas dizem? Você tem permitido que a familiaridade, o passado ou a opinião alheia limitem aquilo que Deus quer fazer por meio de você?
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