
Elza Lima
O jornalismo sempre exerceu um papel fundamental na sociedade passada e contemporânea. A informação é um dos principais mediadores entre o fato e a população. Contribui para a formação de opinião de cada indivíduo, fortalecendo assim a democracia. Por esse motivo o jornalismo precisa ser imparcial.
O jornalismo evoluiu desde que se inventou a imprensa até chegar a era digital. A transformação foi sem dúvida muito grande, pela velocidade em que os fatos chegam até a sociedade. Atualmente, o acesso quase instantâneo a informações traz benefícios, como a ampliação do debate público, mas também desafios, como a disseminação de notícias falsas. Nesse cenário, o jornalismo ético e comprometido com a verdade assume importância ainda maior, pois garante que os cidadãos tenham subsídios para compreender e intervir na realidade em que vivem.
Além disso, o jornalismo atua como uma ferramenta de fiscalização social, denunciando abusos de poder, injustiças e violações de direitos. Essa função de “cão de guarda” fortalece instituições e permite que a sociedade cobre transparência e responsabilidade de governantes e empresas. Assim, o trabalho jornalístico vai além de informar: ele ajuda a preservar valores democráticos e a promover transformações sociais.
Portanto, o jornalismo não pode ser reduzido a mera transmissão de fatos. Trata-se de uma prática social indispensável para a cidadania, que precisa ser constantemente defendida contra a manipulação e a superficialidade. Em tempos de excesso de informação e de ataques à imprensa, valorizar o jornalismo de qualidade significa valorizar a própria sociedade.
O jornalismo exerce um papel essencial na sociedade, pois é por meio dele que as pessoas têm acesso a informações confiáveis, atualizadas e relevantes sobre os acontecimentos que impactam suas vidas. Ele funciona como uma ponte entre os fatos e o público, ajudando a transformar eventos complexos em conteúdos compreensíveis.
Além de informar, o jornalismo contribui para a formação da opinião pública. Ao apresentar diferentes pontos de vista, investigar dados e contextualizar acontecimentos, ele permite que os cidadãos reflitam, questionem e tomem decisões de forma mais consciente. Por isso, é um dos pilares da democracia, garantindo transparência e fiscalização do poder público e das instituições.
O jornalismo também tem um forte papel social. Ele dá voz a grupos muitas vezes invisibilizados, denuncia injustiças, revela problemas sociais e estimula debates que podem levar a mudanças. Reportagens investigativas, por exemplo, já foram responsáveis por expor corrupção, violações de direitos e desigualdades.
Na era digital, o jornalismo enfrenta novos desafios, como a desinformação e as fake news. Nesse contexto, sua responsabilidade se torna ainda maior: checar fatos, combater boatos e reforçar a ética profissional são tarefas fundamentais para preservar a credibilidade e a confiança do público. Assim, o jornalismo não é apenas uma profissão, mas um serviço à sociedade, indispensável para a construção de cidadãos bem informados, críticos e participativos.
Nos dias de hoje, a presença de jornalistas militantes ou de conteúdos excessivamente ideologizados tem, de fato, dificultado o acesso da sociedade a uma informação equilibrada e precisa. Quando a militância se sobrepõe ao compromisso com os fatos, o jornalismo corre o risco de perder sua principal função: informar com responsabilidade, imparcialidade e base em evidências.
A atuação militante pode levar à seleção tendenciosa de informações, ao uso de linguagem carregada de juízos de valor e à omissão de pontos de vista divergentes. Isso contribui para a polarização, reforça bolhas de opinião e enfraquece a confiança do público nos meios de comunicação. Em vez de esclarecer, a notícia passa a convencer ou mobilizar, confundindo jornalismo com ativismo.
É importante destacar que todo jornalista é um cidadão e possui opiniões pessoais. No entanto, a ética jornalística exige que essas opiniões não interfiram na apuração dos fatos. Informação correta depende de verificação rigorosa, pluralidade de fontes e compromisso com a verdade — não com causas políticas ou ideológicas.
Nesse cenário, cresce a responsabilidade tanto dos profissionais quanto do público. Os jornalistas precisam resgatar princípios como objetividade, transparência e equilíbrio, enquanto a sociedade deve desenvolver pensamento crítico, buscar fontes diversas e diferenciar notícia de opinião. Assim, o fortalecimento do jornalismo profissional, ético e independente é fundamental para garantir que a informação continue sendo um instrumento de esclarecimento e não de manipulação para a sociedade.
*Elza Lima é empresária e escritora; mora em São Matheus, Espírito Santo e escreve regularmente para a Rede Hoje






