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Patrocínio melhora PIB, mas falta alguma coisa estratégica | Primeira Coluna

Montagem sobre foto de Cezar Félix

Eustáquio Amaral

Riqueza. Há diversas opções para medi-la. A de um município, como Patrocínio, desperta muito interesse e curiosidade. Uma boa opção de avaliação de riqueza de um local (município, estado ou país) é o PIB. E se essa riqueza produzida em um período (“ano” é o período mais utilizado) é distribuída de maneira que alcance positivamente a população ou não. Para isso, há o PIB per capita (por pessoa). Patrocínio teve o seu último PIB publicado, recentemente. Assim como teve o seu PIB per capita conhecido. O Brasil, Minas ou outras cidades também. Nessa última publicação Patrocínio avança um pouco. O que é bastante positivo. Porém, Patrocínio, mesmo com a melhoria, está distante do “mundo ideal”. Principalmente, quanto ao PIB per capita. Haja “economês” para tentar explicar isso claramente!

EVOLUÇÃO DO SATISFATÓRIO PIB – Com quase R$ 4,7 bilhões, em 2023, Patrocínio ocupa o 31º lugar em Minas e o 325º lugar no Brasil. As grandes cidades de MG e da região, em sua maioria, estão à frente de PTC. Por exemplo, o PIB de Araxá é, o dobro de Patrocínio, com R$ 8,9 bilhões. E Patos de Minas, no mesmo patamar de Araxá, com R$ 8,2 bilhões.

O QUE ANIMA OS PATROCINENSES – Desde 2019, o PIB de Patrocínio está crescendo, ano a ano. Naquele ano (2019) o PIB do Município era, praticamente, a metade da atualidade (R$ 2,8 bilhões versus R$ 4,9 bilhões). Na última medição (2023), o PIB de Monte Carmelo caiu. Os de Uberaba e Araguari ficaram no “zero a zero”. Ou seja, nem cresceram nem caíram. E Patrocínio ganhou de Ituiutaba, recorrendo ao “VAR”, pois ambos andam empatados desde o ano de 2021.

PORÉM… O QUE É ESSE BADALADO PIB? – No bom “economês” o PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços finaisproduzidos em determinado local (município, estado, região, etc.), num período (o ano é o mais utilizado) É um ótimo indicador da economia de um município ou estado, por exemplo. Sem o “economês”, PIB é a soma de tudo que foi produzido pelo agro, indústria e setor de serviços. Conclusão para Patrocínio: o Município está muito bem quanto ao seu Agropecuário e Serviços. E “devendo boa quantia” na Indústria.

POR FALAR NISSO… – Nessa semana, a mídia nacional anunciou que “Varginha é o maior exportador de café do Brasil”. E que “Minas é o maior produtor de leite e produtos lácteos do Brasil”. O que está certo. A dúvida ou ignorância é onde fica, nessa história, o maior produtor de café do mundo e o vice-campeão mineiro na produção de leite, que é a (nossa) querida terra Patrocínio. E para onde vão os impostos e a riqueza. Algo está destoando. Pois os habitantes do maior produtor mundial do café e do vice-campeão mineiro do leite, que é Patrocínio, estão distantes dessa excelente curva econômica. Os tópicos a seguir demonstram isso.

PIB PER CAPITA: MÁ COLOCAÇÃO – Em Minas, Patrocínio situa-se em 115º lugar, com R$ 54.502,00. E em 1.158º no Brasil. Tudo em 2023. Ou seja, é verdade que alguns municípios menores levam vantagem, quando têm economias fortes. Lá há muita riqueza para uma população pequena. Assim, a média, que é o per capita, é maior nesses municípios, tipo os mineradores.

O QUE É PIB PER CAPITA? – Ou o PIB por cabeça (humana) ou o PIB por pessoa apresenta o que cada pessoa do território analisado (de Patrocínio, por exemplo) teria direito ou seria responsável pelas riquezas produzidas. Ou seja, em média, corresponde o que cada pessoa produziu, em um ano. PIB per capitaé indicador econômico; é indicador de padrão de vida. Uma cidade de elevado PIB per capita, na maioria das vezes, tem elevado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que é muito importante.

PIB PER CAPITAEM ALGUNS MUNICÍPIOS – Cada patrocinense produziu, em tese, R$ 54.500,00 em 2023. O patense R$ 51.200,00. O coromandelense é mais rico que o patrocinense, pois produziu R$ 71.000,00 em 2023. O uberabense também, com R$ 70.100,00. O carmelitano só R$ 41.000,00. O uberlandense é mais rico, em média, porque produziu R$ 71.600,00. BH ficou um pouco melhor do que PTC, com R$ 56.200,00 por pessoa. Extrema, no Sul de Minas, com as indústrias, cada cidadão produziu R$ 377.000,00. E para encerrar, Serra do Salitre, com a sua mineração, teve a participação teórica de R$ 76.200,00 de cada cidadão. E Cruzeiro da Fortaleza está com empate técnico com Patrocínio com os seus queijos.

O QUE FAZER? – Patrocínio precisa de mais eficazes Políticas Públicas. Parece, que elas não são muito conhecidas por aqui.

(eaamaral@hotmail.com)

@redehoje
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